Gentoo Linux amd64 Handbook: Installing Gentoo

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Do not try to follow instructions directly from the Handbook:Parts namespace (this page), or any of its sub-pages. The Handbook:Parts is a meta handbook used for transcluding text into other handbooks. Use the architecture-specific Handbooks found in the Handbook list for complete installation instructions.
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Introdução

Bem-vindo

Em primeiro lugar, bem-vindo ao Gentoo. Você está prestes a entrar em um mundo de opções e performance. O Gentoo é todo sobre opções. Quando você estiver instalando o Gentoo isso é deixado claro muitas vezes -- os usuários podem escolher quanto do sistema querem compilar eles mesmos, como instalar o Gentoo, qual sistema de log usar, etc.

O Gentoo é uma distribuição veloz e moderna com um projeto limpo e flexível. O Gentoo é construído em torno de um ecossistema de software livre e não esconde de seus usuários o que está "sob o capô do motor". O Portage, o sistema de gerenciamento de pacotes utilizado pelo Gentoo, é escrito em Python, o que significa que o usuário pode facilmente ver e modificar o código fonte. O sistema de pacotes do Gentoo usa código fonte (mas o suporte para pacotes pré-compilados também é incluído) e a configuração do Gentoo é feita através de arquivos texto comuns. Em outras palavras, tudo acontece de forma muito clara e aberta.

É muito importante que todos entendam que são as escolhas que movem o Gentoo. Nós tentamos não forçar os usuários em nada que eles não gostam. Se alguém pensa ao contrário, por favor, reporte o bug.

Como a instalação é estruturada

A instalação do Gentoo pode ser vista como um procedimento de 10 passos, correspondendo ao conjunto dos próximos capítulos. Cada passo resulta em um certo estado:

Passo Resultado
1 O usuário está em um ambiente pronto para instalar o Gentoo
2 A conexão com a Internet está pronta para instalar o Gentoo
3 Os discos rígidos estão inicializados para receber a instalação do Gentoo
4 O ambiente de instalação está preparado e o usuário pronto para fazer chroot no novo ambiente
5 Os pacotes básicos, que são os mesmos em qualquer instalação do Gentoo, estão instalados
6 O kernel Linux está instalado
7 O usuário tem configurado a maior parte dos arquivos de configuração do sistema Gentoo
8 As ferramentas necessárias do sistema estão instaladas
9 O gerenciador de boot adequado foi instalado e configurado
10 O recém instalado ambiente do Gentoo Linux está pronto para ser explorado.

Sempre que é apresentada uma escolha a ser feita, o manual tentará explicar quais são os prós e contras de cada escolha, Apesar do texto continuar a partir de uma escolha default (identificada com "Default: " no título), as outras possibilidades serão também documentadas (marcadas como "Alternativa: " no título). Não pense que a escolha default é a recomendada pelo Gentoo. É apenas o que o Gentoo acredita que a maioria dos usuários irá usar.

Às vezes um passo opcional pode ser seguido. Tais passos são marcados com "Opcional: " e são, dessa forma, não necessários para instalar o Gentoo. Entretanto, alguns passos opcionais são dependentes de alguma escolha previamente feita. As instruções informarão ao leitor quando isso acontecer, tanto quando a decisão for feita e logo antes do passo opcional ser descrito.

Opções de Instalação do Gentoo

O Gentoo pode ser instalado de muitas maneiras. Ele pode ser baixado e instalado a partir de uma da mídias oficiais de instalação como nossos CDs e DVDs. A mídia de instalação pode ser colocada em um pendrive ou acessada via boot pela rede. Como alternativa, o Gentoo pode ser instalado de uma mídia não oficial como uma distribuição já instalada ou um disco de boot não-Gentoo (como o Knoppix).

Este documento cobre a instalação usando a mídia de instalação oficial do Gentoo ou, em certos casos, netbooting.

Nota
Para ajuda com outras abordagens de instalação, incluindo o uso de CDs não-Gentoo, por favor leia o Guia de instalação alternativa.

Também provemos o documento Dicas & truques de instalação do Gentoo que pode ser de utilidade ler também.

Problemas

Se for encontrado um problema na instalação (ou na documentação de instalação), por favor visite nosso sistema de rastreamento de bugs e verifique se é um problema já conhecido. Se não for, por favor, crie um relatório do bug para o problema de modo que possamos resolvê-lo. Não tenha medo dos desenvolvedores para os quais os bugs são designados -- eles (geralmente) não comem pessoas.

Note que, apesar deste documento ser específico para uma arquitetura, ele pode conter referências para outras arquiteturas também. Isso é devido ao fato de que grande parte do Manual do Gentoo usa código fonte comum para todas as arquiteturas (a fim de evitar duplicação de esforços e escassez de recursos de desenvolvedores). Tentaremos manter isso ao mínimo para evitar confusão.

Se houver alguma incerteza sobre um problema ser ou não um problema do usuário (algum erro cometido apesar de ter lido a documentação cuidadosamente) ou um problema do software (algum problema causado por nós, apesar de termos testado a instalação/documentação cuidadosamente) todos são bem-vindos ao canal #gentoo no irc.freenode.net. É claro que todos são bem-vindos de qualquer forma uma vez que o canal de bate-papo abrange todo espectro do Gentoo.

Falando nisso, se houver qualquer questão adicional sobre o Gentoo, cheque o artigo Perguntas Frequentemente Feitas (FAQs). Também há FAQs nos Fóruns do Gentoo.



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Requisitos de Hardware

Antes de começar, listamos os requisitos de hardware necessários para instalar o Gentoo em uma máquina amd64:

Handbook:Parts/Blocks/HWReqs/pt-br

Mídia de instalação do Gentoo Linux

CD de instalação mínima

Nota
A partir da data de 23 de agosto de 2018 os CDs mínimos de instalação são capazes de dar boot em modo UEFI. Versões anteriores eram capazes de dar boot apenas em modo BIOS (MBR). Leitores buscando fazer seus sistemas bootáveis em UEFI devem baixar o ISO mais recente.

O CD de instalação mínima do Gentoo é uma imagem bootável que contém um ambiente auto-suficiente do Gentoo. Ele permite ao usuário dar boot no Linux a partir do CD ou outra mídia de instalação. Durante o processo de boot o hardware é detectado e os drivers apropriados são carregados. A imagem é mantida pelos desenvolvedores do Gentoo e permite a qualquer um instalar o Gentoo desde que uma conexão ativa com a Internet esteja disponível.

O CD de instalação mínima é chamado install-amd64-minimal-<release>.iso.

O LiveDVD ocasional do Gentoo

Ocasionalmente, um DVD especial é criado pelo projeto Gentoo Ten que pode ser utilizado para instalar o Gentoo. As instruções a seguir deste capítulo tem como alvo o CD de Instalação Mínima então elas podem ser um pouco diferentes. Entretanto, o LiveDVD (ou qualquer outro ambiente Linux bootável) suporta obter um prompt do root apenas executando sudo su - ou sudo -i em um terminal.

O que são os stages então?

Um arquivo tar stage3 é um arquivo contendo um ambiente mínimo do Gentoo, adequado para dar continuidade à instalação do Gentoo usando as instruções deste manual. Anteriormente, o Manual do Gentoo descrevia a instalação usando um dos três arquivos tar de stage. Apesar de o Gentoo ainda oferecer arquivos stage1 e stage2, o método de instalação oficial usa o arquivo tar stage3. Se você estiver interessado em fazer a instalação do Gentoo usando um arquivo tar do stage1 ou stage2, por favor consulte a FAQ do Gentoo Como instalo o Gentoo usando o arquivo tar do stage1 ou stage2?

Arquivos tar do stage3 podem ser baixados de releases/amd64/autobuilds/ em qualquer um dos espelhos oficiais do Gentoo. Arquivos de stage são atualizados frequentemente e não são fornecidos nas imagens de instalação.

Baixando

Obtendo a mídia

A mídia padrão de instalação que o Gentoo Linux usa são os "CDs mínimos de instalação", que contém um ambiente do Gentoo Linux bootável e bem pequeno. Esse ambiente contém todas as ferramentas necessárias para instalar o Gentoo. As imagens de CD em si podem ser baixadas da página de downloads (método recomendado) ou manualmente selecionando a localização do arquivo ISO em um dos muitos espelhos disponíveis.

Se baixar de um dos espelhos, os CDs mínimos de instalação podem ser encontrados da seguinte forma:

  1. Vá para o diretório releases/
  2. Selecione o diretório da arquitetura destino relevante, tal como amd64/.
  3. Selecione o diretório autobuilds/
  4. Para as arquiteturas amd64 e x86, selecione ou o diretório current-install-amd64-minimal/ ou current-install-x86-minimal/ (respectivamente). Para todas as outras arquiteturas, selecione o diretório current-iso/.
Nota
Algumas arquiteturas tais como arm, mips e s390 não têm disponíveis CDs mínimos de instalação. No momento, o Projeto de Engenharia de Lançamentos do Gentoo não tem suporte para a criação de arquivos .iso para essas arquiteturas.

Dentro desse local, o arquivo da mídia de instalação é o arquivo com o sufixo .iso. Por exemplo, observe a listagem abaixo:

CODE Lista com exemplo de arquivos que podem ser baixados em releases/amd64/autobuilds/current-iso/
[DIR] hardened/                                          05-Dec-2014 01:42    -   
[   ] install-amd64-minimal-20141204.iso                 04-Dec-2014 21:04  208M  
[   ] install-amd64-minimal-20141204.iso.CONTENTS        04-Dec-2014 21:04  3.0K  
[   ] install-amd64-minimal-20141204.iso.DIGESTS         04-Dec-2014 21:04  740   
[TXT] install-amd64-minimal-20141204.iso.DIGESTS.asc     05-Dec-2014 01:42  1.6K  
[   ] stage3-amd64-20141204.tar.bz2                      04-Dec-2014 21:04  198M  
[   ] stage3-amd64-20141204.tar.bz2.CONTENTS             04-Dec-2014 21:04  4.6M  
[   ] stage3-amd64-20141204.tar.bz2.DIGESTS              04-Dec-2014 21:04  720   
[TXT] stage3-amd64-20141204.tar.bz2.DIGESTS.asc          05-Dec-2014 01:42  1.5K

No exemplo acima, o arquivo install-amd64-minimal-20141204.iso é o CD de instalação mínima. Mas, como podemos ver, existem outros arquivos relacionados:

  • Um arquivo .CONTENTS que é um arquivo texto com a lista de todos os arquivos contidas na mídia de instalação. Esse arquivo pode ser útil para verificar se um firmware ou driver em particular está disponível na mídia de instalação antes de baixá-lo.
  • Um arquivo .DIGESTS que contém o hash do arquivo ISO em si, em vários formatos de hash/algorítmos. Esse arquivo pode ser usado para verificar se o ISO baixado foi corrompido ou não.
  • Um arquivo .DIGESTS.asc que contém não apenas contém o hash do arquivo ISO (como o arquivo .DIGESTS), mas também uma assinatura criptográfica desse arquivo. Isso pode ser usado para tanto verificar se o arquivo baixado foi corrompido ou não, como também verificar se o ISO baixado é realmente fornecido pela equipe de Engenharia de Lançamentos do Gentoo e que não foi adulterado.

Ignore os outros arquivos disponíveis por enquanto - eles serão vistos quando a instalação avançar. Baixe o arquivo .iso e, se quiser verificar o download, baixe o arquivo .DIGESTS.asc do .iso também. O arquivo .CONTENTS não precisa ser baixado uma vez que as instruções de instalação não farão mais referência a esse arquivo, e o arquivo .DIGESTS deve conter as mesmas informações que o arquivo .DIGESTS.asc, exceto que esse último também contém uma assinatura no seu início.

Verificando os arquivos baixados

Nota
Este é um passo adicional e não é necessárioa para a instalação do Gentoo Linux. Entretanto, ele é recomendado uma vez que assegura que o arquivo baixado não foi corrompido e que realmente foi provido pela equipe de Infraestrutura do Gentoo.

Através dos arquivos .DIGESTS e .DIGESTS.asc, a validade do arquivo ISO pode ser confirmada usando o conjunto certo de ferramentas. A verificação é normalmente feita em duas etapas:

  1. Primeiro a assinatura criptográfica é validade para se ter certeza que o arquivo de instalação é fornecido pela equipe de Engenharia de Lançamentos do Gentoo
  2. Se a assinatura criptográfica é válida, então o checksum é verificado para se comprovar que o arquivo baixado não foi corrompido

Verificando no Microsoft Windows

Em um sistema Windows as ferramentas adequadas para a verificação de checksums e assinaturas criptográficas provavalmente não estarão instaladas.

Para primeiro verificar a assinatura criptográfica, ferramentas tais como o GPG4Win podem ser usadas. Após a instalação, as chaves públicas da equipe de Engenharia de Lançamento do Gentoo precisam ser importadas. A lista das chaves está disponível na página de assinaturas. Uma vez importadas, o usuário pode então verificar a assinatura do arquivo .DIGESTS.asc.

Importante
Isso não verifica se o arquivo .DIGESTS está correto, apenas se o arquivo .DIGESTS.asc está. Isso também implica que o checksum deve ser verificado contra os valores no arquivo .DIGESTS.asc, razão pela qual as instruções acima apenas fazem referência em baixar o arquivo .DIGESTS.asc.

O checksum pode ser verificado usando o aplicativo Hashcalc, embora muitos outros existam. Na maior parte do tempo essas ferramentas mostrarão ao usuário o checksum calculado e ao usuário é solicitado que verifique esse checksum com o valor que está dento do arquivo .DIGESTS.asc.

Verificando no Linux

Em um sistema Linux, o método mais comum de verificar uma assinatura criptográfica é usando o software app-crypt/gnupg. Com esse pacote instalado, o seguinte comando pode ser usado para verificar a assinatura criptográfica do arquivo .DIGESTS.asc.

Primeiro, baixe o conjunto correto de chaves disponibilizadas na página de assinaturas:

user $gpg --keyserver hkps://hkps.pool.sks-keyservers.net --recv-keys 0xBB572E0E2D182910
gpg: requesting key 0xBB572E0E2D182910 from hkp server pool.sks-keyservers.net
gpg: key 0xBB572E0E2D182910: "Gentoo Linux Release Engineering (Automated Weekly Release Key) <releng@gentoo.org>" 1 new signature
gpg: 3 marginal(s) needed, 1 complete(s) needed, classic trust model
gpg: depth: 0  valid:   3  signed:  20  trust: 0-, 0q, 0n, 0m, 0f, 3u
gpg: depth: 1  valid:  20  signed:  12  trust: 9-, 0q, 0n, 9m, 2f, 0u
gpg: next trustdb check due at 2018-09-15
gpg: Total number processed: 1
gpg:         new signatures: 1

A seguir verifique a assinatura criptográfica do arquivo .DIGESTS.asc:

user $gpg --verify install-amd64-minimal-20141204.iso.DIGESTS.asc
gpg: Signature made Fri 05 Dec 2014 02:42:44 AM CET
gpg:                using RSA key 0xBB572E0E2D182910
gpg: Good signature from "Gentoo Linux Release Engineering (Automated Weekly Release Key) <releng@gentoo.org>" [unknown]
gpg: WARNING: This key is not certified with a trusted signature!
gpg:          There is no indication that the signature belongs to the owner.
Primary key fingerprint: 13EB BDBE DE7A 1277 5DFD  B1BA BB57 2E0E 2D18 2910

Para estar absolutamente certo de que tudo é validado, verifique a impressão digital (fingerprint) mostrada com a impressão digital da página de assinaturas do Gentoo.

Com a assinatura criptográfica validada, em seguida verifique a soma de verificação (checksum) para se certificar que o ISO baixado não foi corrompido. O arquivo .DIGESTS.asc contém vários algorítmos de hash, então um dos métodos para se saber qual o correto para se usar é olhar na soma de verificação registrada no arquivo .DIGESTS.asc. Por exemplo, para se obter a soma de verificação SHA512:

user $grep -A 1 -i sha512 install-amd64-minimal-20141204.iso.DIGESTS.asc
# SHA512 HASH
364d32c4f8420605f8a9fa3a0fc55864d5b0d1af11aa62b7a4d4699a427e5144b2d918225dfb7c5dec8d3f0fe2cddb7cc306da6f0cef4f01abec33eec74f3024  install-amd64-minimal-20141204.iso
--
# SHA512 HASH
0719a8954dc7432750de2e3076c8b843a2c79f5e60defe43fcca8c32ab26681dfb9898b102e211174a895ff4c8c41ddd9e9a00ad6434d36c68d74bd02f19b57f  install-amd64-minimal-20141204.iso.CONTENTS

Na saída acima, duas somas de verificação (checksums) são mostradas - uma para o arquivo install-amd64-minimal-20141204.iso e uma para o arquivo .CONTENTS correspondente. Apenas a primeira soma de verificação interessa, pois essa que deve ser comparada com a soma SHA512 que pode ser gerada como a seguir:

user $sha512sum install-amd64-minimal-20141204.iso
364d32c4f8420605f8a9fa3a0fc55864d5b0d1af11aa62b7a4d4699a427e5144b2d918225dfb7c5dec8d3f0fe2cddb7cc306da6f0cef4f01abec33eec74f3024  install-amd64-minimal-20141204.iso

Como os checksums conferem, o arquivo não está corrompido e a instalação pode continuar.

Gravando

Claro, apenas com o arquivo ISO baixado, a instalação do Gentoo Linux não pode ser iniciada. O arquivo ISO precisa ser gravado em um CD para boot, de forma que seu "conteúdo" é gravado no CD, não o arquivo em si. Abaixo são descritos alguns métodos mais comuns - um conjunto mais elaborado de instruções pode ser encontrado em nossa FAQ em como gravar um arquivo ISO.

Gravando com o Microsoft Windows

No Microsoft Windows existem algumas ferramentas que suportam a gravação de ISOs em CDs.

  • Com o EasyCD Creator, selecione File, Record CD from CD image. Então troque Files of type para ISO image file. Então selecione o arquivo ISO e clique em Open. Depois de clicar em Start recording, a imagem ISO será gravada corretamente no CD-R.
  • Com o Nero Burning ROM, cancele o assistente que aparece automaticamente e selecione Burn Image do menu File. Selecione a imagem para gravar e clique em Open. Então clique no botão Burn e assista ao novo CD sendo gravado.

Gravando com o Linux

No Linux, o arquivo ISO pode ser gravado em um CD usando o comando cdrecord, que é parte do pacote app-cdr/cdrtools.

Por exemplo, para gravar o arquivo ISO no CD no dispositivo /dev/sr0 (esse é o primeiro dispositivo de CD do sistema - substitua pelo dispositivo correto se necessário):

user $cdrecord dev=/dev/sr0 install-amd64-minimal-20141204.iso

Usuários que preferem uma interface gráfica podem usar o K3B, parte do pacote kde-apps/k3b. No K3B, vá para Tools e use Burn CD Image. Então siga as instruções dadas pelo K3B.

Inicializando

Handbook:Parts/Blocks/Booting/pt-br

Configuração extra de hardware

Quando a mídia de instalação inicia o sistema, ela tenta detectar todos os dispositivos de hardware e carrega os módulos do kernel apropriados para suportar o hardware. Na grande maioria dos casos, ele faz um ótimo trabalho. Entretanto, em alguns casos ele pode não carregar automaticamente os módulos do kernel que o sistema precisa. Se a auto-detecção PCI não encontrar algum hardware do sistema, os módulos apropriados do kernel precisam ser carregados manualmente.

No exemplo a seguir o módulo 8139too (que dá suporte a certos tipos de interfaces de rede) é carregado:

root #modprobe 8139too

Opcional: Contas de usuários

Se outras pessoas precisarem de acesso ao ambiente de instalação, ou se houver necessidade de executar comandos como usuário não-root na mídia de instalação (tal como conversar usando o irssi (cliente IRC) sem privilégios de root), então uma conta de usuário adicional precisa ser criada e a senha do root trocada para uma senha forte.

Para trocar a senha do root, use o utilitário passwd:

root #passwd
New password: (Digite a nova senha)
Re-enter password: (Re-digite a nova senha)

Para criar uma conta, primeira entre com suas credenciais, seguida da senha da conta. Os comandos useradd e passwd são utilizados para essas tarefas.

No exemplo a seguir, um usuário chamado john é criado:

root #useradd -m -G users john
root #passwd john
New password: (Digite a senha de john)
Re-enter password: (Re-digite a senha de john)

Para trocar do usuário atual (root) para a conta recém-criada, use o comando su:

root #su - john

Opcional: Vendo a documentação enquanto instala

TTYs

Para ver o manual do Gentoo durante a instalação, primeiro crie uma conta de usuário conforme descrito acima. Então tecle Alt + F2 para ir a outro terminal.

Durante a instalação, o comando links pode ser usado para navegar pelo manual do Gentoo - logicamente apenas a partir do momento em que a conexão com a Internet estiver funcionando.

user $links https://wiki.gentoo.org/wiki/Handbook:Parts

Para voltar ao terminal de origem, tecle Alt + F1.

GNU Screen

O utilitário GNU Screen é instalado por default na mídia de instalação oficial do Gentoo. Pode ser mais eficiente para o usuário mais avançado usar o screen para ver as instruções de instalação usando painéis divididos do screen em vez do método de múltiplos TTYs mencionado acima.

Opcional: Iniciar o processo SSH

Para permitir que outros usuários acessem o sistema durante a instalação (talvez para ajudar na instalação, ou mesmo instalar remotamente), uma conta de usuário precisa ser criada (como documentado anteriormente) e o processo ssh precisa ser iniciado.

Para disparar o processo SSH em um sistema de inicialização OpenRC, execute o seguinte comando:

root #rc-service sshd start
Nota
Se usuários se logarem ao sistema remotamente, eles verão uma mensagem dizendo que a chave do hospedeiro (host key) precisa ser confirmada (através do que é chamada impressão digital (fingerprint)). Esse comportamento é típico e é esperado na conexão inicial em um servidor SSH. Entretanto, mais tarde, quando o sistema estiver instalado e alguém acessa remotamente o sistema recém-instalado, o cliente SSH vai avisar que a chave do hospedeiro foi modificada. Isso acontece porque agora o usuário acessa - do ponto de vista do SSH - um servidor diferente (a saber, o sistema Gentoo recém-instalado em vez do ambiente de instalação sendo usado). Siga as instruções na tela para trocar a chave do hospedeiro n sistema cliente.

Para ser capaz de usar o sshd, a rede deve estar funcionando apropriadamente. Continue com a instalação em Configurando a rede.



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Detecção automática de rede

Talvez já esteja funcionando?

Se o sistema estiver conectado a uma rede Ethernet com um servidor DHCP, é muito provável que a configuração de rede já tenha sido feita automaticamente. Se for o caso, então os muitos comandos incluidos no CD de instalação que dependem da rede tais como ssh, scp, ping, irssi, wget e links, entre outros, funcionarão imediatamente.

Determine os nomes das interfaces

comando ifconfig

Se a rede já foi configurada, o comando ifconfig deve listar uma ou mais interfaces de rede (além da lo). No exemplo abaixo, é mostrada a interface eth0:

root #ifconfig
eth0      Link encap:Ethernet  HWaddr 00:50:BA:8F:61:7A
          inet addr:192.168.0.2  Bcast:192.168.0.255  Mask:255.255.255.0
          inet6 addr: fe80::50:ba8f:617a/10 Scope:Link
          UP BROADCAST RUNNING MULTICAST  MTU:1500  Metric:1
          RX packets:1498792 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:1284980 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          collisions:1984 txqueuelen:100
          RX bytes:485691215 (463.1 Mb)  TX bytes:123951388 (118.2 Mb)
          Interrupt:11 Base address:0xe800 

Como resultado de mudanças em favor de nomes de interfaces de rede predizíveis, o nome da interface do sistema pode ser bem diferente do antigo nome eth0. Mídias recentes de instalação pode mostrar nomes de interface de rede como eno0, ens1 ou enp5s0. Procure o nome da interface na saída do comando ifconfig que tem um endereço IP relacionado à rede local.

Tip
Se não for mostrada nenhuma interface quando o comando padrão ifconfig for usado, tente usar o mesmo comando com a opção -a. Essa opção força o comando a mostrar todas as interfaces de rede detectadas pelo sistema independentemente de estarem em estado ativo ou inativo. Se o ifconfig -a não mostrar nenhum resultado então o hardware está com problema ou o driver da interface não foi carregado no kernel. Ambas as situações estão além do escopo deste manual. Contate o canal #gentoo para suporte.

Comando ip

Como alternativa ao ifconfig, o comando ip pode ser usado para se determinar nomes de interfaces. O exemplo a seguir mostra a saída de ip addr (de um outro sistema, assim a informação mostrada é diferente do exemplo anterior):

root #ip addr
2: eno1: <BROADCAST,MULTICAST,UP,LOWER_UP> mtu 1500 qdisc pfifo_fast state UP group default qlen 1000
    link/ether e8:40:f2:ac:25:7a brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
    inet 10.0.20.77/22 brd 10.0.23.255 scope global eno1
       valid_lft forever preferred_lft forever
    inet6 fe80::ea40:f2ff:feac:257a/64 scope link 
       valid_lft forever preferred_lft forever

A saída acima pode ser um pouco mais complicada de ler que a alternativa. O nome da interface no exemplo acima segue imediatamente seu número; no caso, eno1.

No restante deste documento, o manual assumirá que a interface de rede é chamada eth0.

Opcional: Configuração de proxy

Se a Internet é acessada através de um proxy, então é necessário entrar com as informações do proxy durante a instalação. É muito fácil definir um proxy: apenas defina uma variável que contém as informações do servidor proxy.

Na maioria dos casos, é suficiente definir as variáveis usando o nome do servidor. Como exemplo, vamos assumir que o proxy é chamado proxy.gentoo.org e a porta é 8080.

Para configurar um proxy HTTP (para tráfego HTTP e HTTPS):

root #export http_proxy="http://proxy.gentoo.org:8080"

Para configurar um proxy FTP:

root #export ftp_proxy="ftp://proxy.gentoo.org:8080"

Para configurar um proxy rsync:

root #export RSYNC_PROXY="proxy.gentoo.org:8080"

Se o proxy requer um nome de usuário e senha, use a seguinte sintaxe para a variável:

CODE Adicionando usuário/senha à variável proxy
http://usuário:senha@proxy.gentoo.org:8080

Testando a rede

Tente "pingar" o servidor DNS do seu provedor (encontrado em /etc/resolv.conf) e um site web de sua escolha. Isso certifica que a rede está funcionando adequadamente e que os pacotes de rede estão alcançando a rede, a resolução de nomes pelo DNS está funcionando corretamente etc.

root #ping -c 3 www.gentoo.org

Se tudo funcionar, então o restante deste capítulo pode ser pulado para o próximo passo das instruções de instalação (Preparando os discos).

Configuração automática de rede

Se a rede não funcionar imediatamente, algumas mídias de instalação permitem ao usuário usar o net-setup (para redes regulares ou sem fio), pppoe-setup (para usuários de ADSL) ou pptp (para usuários de PPTP).

Se a mídia de instalação não incluir nenhuma dessas ferramentas, continue com a Configuração manual de rede.

Default: Usando o net-setup

O modo mais simples de configurar a rede se ela não foi configurada automaticamente é executar o script net-setup:

root #net-setup eth0

O net-setup irá fazer algumas perguntas sobre o ambiente de rede. Quando terminar, a conexão de rede deve funcionar. Teste a conexão de rede como descrito anteriormente. Se os testes derem certo, parabéns! Pule o resto desta seção e continue com Preparando os discos.

Se a rede ainda não funciona, continue com a Configuração manual de rede.

Alternativa: Usando PPP

Assumindo que é necessário o uso do PPPoE para se conectar à Internet, o CD de instalação (qualquer versão) tornou as coisas mais fáceis incluindo o ppp. Use o script pppoe-setup provido para configurar a conexão. Durante a configuração será perguntado o dispositivo que está conectado ao seu modem ADSL, o nome de usuário e senha, os IPs dos servidores DNS e se é necessário um firewall básico.

root #pppoe-setup
root #pppoe-start

Se alguma coisa der errado, verifique se o usuário e senha estão corretos olhando em etc/ppp/pap-secrets ou /etc/ppp/chap-secrets e certifique-se de estar usando o dispositivo Ethernet correto. Se o dispositivo Ethernet não existir, os módulos de rede apropriados precisam ser carregados. Nesse caso, continue em Configuração manual de rede pois lá é explicado como carregar os módulos de rede apropriados.

Se tudo estiver funcionando, prossiga com Preparando os discos.

Alternativa: Usando PPTP

Se for necessário suporte a PPTP, use pptpclient, que é provido pelos CDs de instalação. Mas primeiro certifique-se que a configuração está correta. Edite /etc/ppp/pap-secrets ou /etc/ppp/chap-secrets de modo que contenha a combinação correta de usuário e senha:

root #nano -w /etc/ppp/chap-secrets

Depois ajuste o /etc/ppp/options.pptp se necessário:

root #nano -w /etc/ppp/options.pptp

Quando tudo pronto, execute pptp (juntamente com as opções que não puderam ser incluídas em options.pptp) para conectar ao servidor:

root #pptp <ip do servidor>

Agora continue com Preparando os discos.

Configuração manual de rede

Carregando os módulos de rede apropriados

Quando o CD de instalação inicializa, ele tenta detectar todos os dispositivos de hardware e carrega os módulos (drivers) do kernel necessários para suportar o hardware. Na vasta maioria dos casos, ele faz um ótimo trabalho. Em alguns casos, entretanto, ele pode não carregar os módulos necessários.

Se o net-setup ou o pppoe-setup falhou, então é possível que a placa de rede não foi encontrada imediatamente. Isso significa que o usuário pode precisar carregar os módulos do kernel manualmente.

Para saber quais módulos do kernel são providos para rede, use o comando ls:

root #ls /lib/modules/`uname -r`/kernel/drivers/net

Se encontrar um driver para o dispositivo de rede, use modprobe para carregar o módulo do kernel. Por exemplo, para carregar o módulo pcnet32:

root #modprobe pcnet32

Para checar se a placa de rede foi detectada, use ifconfig. Uma placa de rede quando detectada deve resultar em algo como (novamente, eth0 é apenas um exemplo):

root #ifconfig eth0
eth0      Link encap:Ethernet  HWaddr FE:FD:00:00:00:00  
          BROADCAST NOARP MULTICAST  MTU:1500  Metric:1
          RX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          collisions:0 txqueuelen:0 
          RX bytes:0 (0.0 b)  TX bytes:0 (0.0 b)

Se, entretanto, o seguinte erro for mostrado, a placa de rede não foi detectada:

root #ifconfig eth0
eth0: error fetching interface information: Device not found

Os nomes das interfaces de rede disponíveis no sistema podem ser listados através do sistema de arquivos em /sys:

root #ls /sys/class/net
dummy0  eth0  lo  sit0  tap0  wlan0

No exemplo acima foram encontradas 6 interfaces. A eth0 é a mais provável de ser o adaptador Ethernet (com fio) enquanto o wlan0 é a interface sem fio.

Assumindo que a placa de rede foi detectada, tente novamente o net-setup ou pppoe-setup (que deve funcionar agora) mas, para o pessoal mais "hardcore", explicamos também como configurar a rede manualmente.

Selecione uma das seguintes seções baseado em sua configuração de rede:

Usando DHCP

DHCP ("Dynamic Host Configuration Protocol" - Protocolo de Configuração Dinâmica de Host) torna possível obter informações de rede (endereço IP, máscara de rede, endereço de broadcast, servidores de nomes etc). Isso funciona apenas se houver um servidor DHCP na rede (ou se o provedor de Internet provê serviço DHCP). Para que uma interface de rede receba essa informação automaticamente, use dhcpcd:

root #dhcpcd eth0

Alguns administradores de rede requerem que o nome de host e o nome de domínio providos pelo servidor DHCP sejam usados pelo sistema. Nesse caso, use:

root #dhcpcd -HD eth0

Se isso funcionar (tente fazer ping para algum servidor da Internet, como o 8.8.8.8 do Google ou o 1.1.1.1 da Cloudflare), então tudo está configurado e pronto para continuar. Pule o resto desta seção e continue em Preparando os discos.

Preparando para acesso sem fio

Nota
O suporte ao comando iw pode ser específico da arquitetura. Se o comando não estiver disponível, verifique se o pacote net-wireless/iw está disponível para essa arquitetura. O comando iw estará indisponível até que o pacote net-wireless/iw esteja instalado.

Quando usar uma conexão sem fio (802.11), as configurações sem fio precisam ser feitas antes de qualquer coisa. Para ver as configurações atuais da placa usa-se o iw. Executando o iw deve aparecer algo como:

root #iw dev wlp9s0 info
Interface wlp9s0
	ifindex 3
	wdev 0x1
	addr 00:00:00:00:00:00
	type managed
	wiphy 0
	channel 11 (2462 MHz), width: 20 MHz (no HT), center1: 2462 MHz
	txpower 30.00 dBm

Para verificar a conexão atual:

root #iw dev wlp9s0 link
Not connected.

ou

root #iw dev wlp9s0 link
Connected to 00:00:00:00:00:00 (on wlp9s0)
	SSID: GentooNode
	freq: 2462
	RX: 3279 bytes (25 packets)
	TX: 1049 bytes (7 packets)
	signal: -23 dBm
	tx bitrate: 1.0 MBit/s
Nota
Algumas interfaces sem fio podem ter o nome de interface tais como wlan0 ou ra0 em vez de eth0. Execute ip link para determinar o nome correto da interface.

Para a maioria dos usuários há apenas dois parâmetros necessários para a conexão, o ESSID (nome da rede sem fio) e, opcionalmente, a chave WEP.

  • Primeiro, certifique-se que a interface está ativa:
root #ip link set dev wlp9s0 up
  • Para conexão com uma rede aberta de nome GentooNode:
root #iw dev wlp9s0 connect -w GentooNode
  • Para conexão usando uma chave WEP em hexadecimal, prefixe a chave com d::
root #iw dev wlp9s0 connect -w GentooNode key 0:d:1234123412341234abcd
  • Para conexão usando uma chave WEP em ASCII:
root #iw dev wlp9s0 connect -w GentooNode key 0:some-password
Nota
Se a rede sem fio estiver configurada com WPA ou WPA2, então é necessário usar o wpa_supplicant. Para mais informações sobre a configuração de rede sem fio no Gentoo Linux, por favor leia o capítulo sobre rede sem fio do Manual do Gentoo.

Verifique novamente a configuração da rede sem fio usando o iw dev wlp9s0 link. Uma vez que a rede sem fio estiver funcionando, prossiga com a configuração das opções de rede a nível de IP como descrita na próxima seção (Entendendo a terminologia de rede) ou use o comando net-setup como descrito anteriormente.

Entendendo a terminologia de rede

Nota
Se o endereço IP, endereço de broadcast, máscara de rede e servidores de nome forem conhecidos, pule esta subseção e prossiga com Usando o ifconfig e route.

Se tudo descrito acima falhar, a rede precisará ser configurada manualmente. Isso não é nada difícil. Entretanto, algum conhecimento de terminologia de redes e conceitos básicos podem ser necessários. Depois de ler esta seção, o usuário saberá o que é um gateway, para que serve a máscara de rede, como é formado um endereço de broadcast e porque os sistemas precisam de servidores de nomes.

Em uma rede, hosts são identificados pelo seu endereço IP (endereço de Protocolo Internet). Tal endereço é visto como uma combinação de quatro números entre 0 e 255. Bem, pelo menos quando usado o IPv4 (IP versão 4). Na realidade, um endereço IPv4 consiste de 32 bits (uns e zeros). Vejamos um exemplo:

CODE Examplo de um endereço IPv4
Endereço IP (números):   192.168.0.2
Endereço IP (bits):      11000000 10101000 00000000 00000010
                        -------- -------- -------- --------
                           192      168       0        2
Nota
O sucessor do IPv4, o IPv6, usa 128 bits (uns e zeros). Nesta seção, o foco será em endereços IPv4.

Um endereço IP é único a um host no que se refere a todas as redes por ele acessíveis (isto é, cada host que alguém quiser alcançar deve ter um endereço IP único). De modo a distinguir entre hosts dentro e fora de uma rede, o endereço IP é dividido em duas partes: a parte de rede e a parte de host.

Essa separação é escrita usando a máscara de rede, uma sequência de uns seguida de uma sequência de zeros. A parte do endereço IP correspondente aos uns é a parte de rede, e a outra é a parte de host. Usualmente, a máscara de rede é escrita como um endereço IP.

CODE Exemplo da separação de rede/host
Endereço IP:          192      168      0         2
                   11000000 10101000 00000000 00000010
Máscara de rede:   11111111 11111111 11111111 00000000
                      255      255     255        0
                   --------------------------+--------+
                              Rede               Host

Ou seja, 192.168.0.14 é parte da mesma rede do exemplo, mas 192.168.1.2 não é.

O endereço de broadcast (difusão) é um endereço IP com a mesma parte de rede, mas apenas uns na parte de host. Todos os hosts na rede escutam por esse endereço IP. Ele é verdadeiramente destinado a difusão de pacotes.

CODE Endereço de broadcast
Endereço IP:   192      168      0         2
            11000000 10101000 00000000 00000010
Broadcast:  11000000 10101000 00000000 11111111
               192      168      0        255
           +--------------------------+--------+
                     Rede                Host

Para ser capaz de navegar na Internet, cada computador na rede deve saber qual host compartilha a conexão com a Internet. Esse host é chamado gateway. Uma vez que ele é um host normal, ele tem um endereço IP normal (por exemplo, 192.168.0.1).

Dissemos anteriormente que todos os hosts tem seu próprio endereço IP. Para ser capaz de alcançar esse host usando um nome (em vez de um endereço IP), precisamos de um serviço que traduza um nome (tal como dev.gentoo.org) para um endereço IP (tal como 64.5.62.82). Tal serviço é chamado de "serviço de nomes". Para usar esse serviço, é necessário que os servidores de nomes (nameservers) sejam definidos em /etc/resolv.conf.

Em alguns casos, o gateway também serve como servidor de nomes. Senão, os servidores de nomes do provedor precisam ser inseridos nesse arquivo.

Resumindo, as seguintes informações são necessárias antes de continuar:

Item da rede Exemplo
O endereço IP do sistema 192.168.0.2
Máscara de rede 255.255.255.0
Broadcast 192.168.0.255
Gateway 192.168.0.1
Servidor(es) de nomes 195.130.130.5, 195.130.130.133

Usando o ifconfig e route

Configurar a rede consiste de três passos:

  1. Atribua um endereço IP usando ifconfig
  2. Configure o roteamento e o gateway usando route
  3. Termine inserindo os servidores de nome em /etc/resolv.conf

Para atribuir um endereço IP, são necessários o endereço IP, o endereço de broadcast e a máscara de rede. Depois execute o seguinte comando, substituindo ${IP_ADDR} pelo endereço IP correto, ${BROADCAST} com o endereço de broadcast correto e ${NETMASK} com a máscara de rede correta.

root #ifconfig eth0 ${IP_ADDR} broadcast ${BROADCAST} netmask ${NETMASK} up

Configure o roteamento usando o comando route. Substitua ${GATEWAY} com o endereço IP correto do gateway:

root #route add default gw ${GATEWAY}

Agora edite o /etc/resolv.conf:

root #nano -w /etc/resolv.conf

Insira o(s) servidor(es) de nomes usando o padrão abaixo. Certifique-se de substituir ${NAMESERVER1} e ${NAMESERVER2} com os endereços apropriados dos servidores de nomes:

FILE /etc/resolv.confModelo de /etc/resolv.conf
nameserver ${NAMESERVER1}
nameserver ${NAMESERVER2}

É isso. Agora teste a rede fazendo ping para algum servidor da Internet (como o 8.8.8.8 do Google ou o 1.1.1.1 da Cloudflare). Se funcionar, parabéns. Continue com Preparando os discos.



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Introdução aos dispositivos de blocos

Dispositivos de blocos

Vamos dar uma boa olhada nos aspectos relacionados a discos do Gentoo Linux e do Linux em geral, incluindo sistemas de arquivos Linux, partições e dispositivos de blocos. Uma vez que os detalhes de discos e partições estiverem compreendidos, serão configurados as partições e sistemas de arquivos para a instalação do Gentoo Linux.

Para começar, vamos dar uma olhada nos dispositivos de blocos. O dispositivo de bloco mais famoso é provavelmente aquele que representa o primeiro drive em um sistema Linux, o /dev/sda. Drives SCSI e Serial ATA são ambos chamados /dev/sd*; mesmo drives IDE são chamados /dev/sd* pelo sistema libata do kernel. Se for usado o sistema antigo de dispositivos, então o primeiro drive IDE é chamado /dev/hda.

The following table will help readers determine where to find a certain type of block device on the system:

Type of device Default device handle Editorial notes and considerations
NVM Express (NVMe) /dev/nvme0n1 The latest in solid state technology, NVMe drives are connected to the PCI Express bus and have the fastest transfer block speeds on the market. Systems from around 2014 and newer may have support for NVMe hardware.
SATA, SAS, SCSI, or USB flash /dev/sda Found on hardware from roughly 2007 until the present, this device handle is perhaps the most commonly used in Linux. These types of devices can be connected via the SATA bus, SCSI, USB bus as block storage.
MMC, eMMC, and SD /dev/mmcblk0 embedded MMC devices, SD cards, and other types of memory cards can be useful for data storage. That said, many systems may not permit booting from these types of devices. It is suggested to not use these devices for active Linux installations; rather consider using them to transfer files, which is their design goal. Alernatively they could be useful for short-term backups.
IDE/PATA /dev/hda Older Linux kernel drivers for IDE/Parallel ATA hardware displayed rotational block storage devices connected to the IDE bus starting at this location. Generally these types of devices has been phased out of personal computers since the year 2003, which is when the computer industry standard shifted to SATA. Most systems with one IDE controller could support four devices (hda-hdd).
Alternative naming for these older interfaces include Extended IDE (EIDE) and Ultra ATA (UATA).

Os dispositivos de blocos acima representam uma interface abstrata para o disco. Programas de usuários podem usar esses dispositivos de blocos para interagir com o disco sem se preocuparem se são IDE, SCSI, ou de outro tipo. O programa pode simplesmente endereçar o armazenamento do disco como um grupo de blocos de 512 bytes contínuos e acessíveis aleatoriamente.

Handbook:Parts/Blocks/Disks/pt-br

Criando sistemas de arquivos

Introdução

Agora que as partições estão criadas, é hora de criar um sistema de arquivos nelas. Na próxima seção os diversos sistemas de arquivos suportados pelo Linux são descritos. Leitores que já souberem qual sistema de arquivos irão usar podem continuar em Criando um sistema de arquivos em uma partição.

Sistemas de arquivos

Vários tipos de sistemas de arquivos estão disponíveis. Alguns são considerados mais estáveis na arquitetura amd64 - é recomendado se informar sobre os sistemas de arquivos e o estado do suporte de cada um antes de selecionar algum mais experimental para partições importantes.

btrfs
Um sistema de arquivos de próxima geração que provê vários recursos avançados como instantâneos (snapshots), autocorreção através de checksums, compressão transparente, subvolumes e RAID integrado. Algumas poucas distribuições começaram a distribui-lo como uma opção integrada, mas não está ainda pronto para ambientes de produção. Relatos de corrupção de sistemas de arquivos ainda são comuns. Seus desenvolvedores pedem aos usuários que utilizem a última versão do kernel por segurança pois as versões mais antigas têm problemas conhecidos. Isso tem sido o caso por anos e ainda é cedo para dizer se alguma coisa mudou. Correções para problemas de corrupção de dados são raramente portadas para as versões mais antigas do kernel. Proceda com cuidado ao usar este sistema de arquivos!
ext2
É o sistema de arquivo mais testado e estável mas não possui metadados de journaling, o que significa que a checagem de rotina do sistema de arquivos ext2 na inicialização pode ser bem demorada. Existe atualmente uma considerável seleção de sistemas de arquivos com journaling de nova geração que podem ser checados por consistência muito rapidamente e são, assim, geralmente preferidos sobre seus correspondentes sem journaling. Sistemas de arquivos com journaling evitam grandes esperas quando o sistema é inicializado e o sistema de arquivos encontra-se inconsistente.
ext3
A versão do sistema de arquivos ext2 com journaling, possuindo metadados de journaling para rápida recuperação além de outros modos aperfeiçoados de journaling como journaling completo de dados e de dados ordenados. Usa um índice HTree que proporciona alto desempenho em quase todas as situações. Em resumo, o ext3 é um sistema de arquivos muito bom e confiável.
f2fs
O Sistema de Arquivos "Amigável a Flash" (Flash-Friendly File System) foi originalmente criado pela Samsung para uso com memória flash NAND. Ainda hoje (segundo trimestre de 2016), esse sistema de arquivos é considerado imaturo, mas é uma escolha decente quando o Gentoo estiver sendo instalado em cartões microSD, pendrives ou outro tipo de dispositivos baseados em flash.
ext4
Inicialmente criado como uma derivação do ext3, o ext4 traz novos recursos, melhorias de desempenho e remoção de limites de tamanhos com mudanças moderadas no formato em disco. Ele pode cobrir volumes de até 1 EB com limite de tamanho de arquivo de 16TB. Em vez da alocação em bloco de mapa de bits clássico do ext2/3 o ext4 usa extensões, o que melhora o desempenho com arquivos grandes e reduz a fragmentação. O ext4 também provê algorítmos de alocação de blocos mais sofisticados (alocação atrasada e alocação múltipla de blocos), dando ao driver do sistema de arquivos mais formas de otimizar o layout dos dados no disco. O ext4 é o sistema de arquivos recomendado para propósitos gerais e plataformas em geral.
JFS
Sistema de arquivos com journaling de alto desempenho da IBM. O JFS é um sistema de arquivos baseado em árvore B+ confiável e rápido, com bom desempenho em várias situações.
ReiserFS
Um sistema de arquivos baseado em árvore B+ que tem bom desempenho geral, especialmente quando trabalha com muitos arquivos pequenos ao custo de ciclos de CPU extras. O ReiserFS aparentemente está recebendo menos manutenção que os outros sistemas de arquivos.
XFS
Um sistema de arquivos com metadados de journaling que vem com um robusto conjunto de recursos e é otimizado para escalabilidade. O XFS parece ser menos tolerante a vários problemas de hardware.
vfat
Também conhecido como FAT32, é suportado pelo Linux mas não tem suporte para configurações de permissões. É mais utilizado para interoperabilidade com outros sistemas operacionais (principalmente o Microsoft Windows) mas é também uma necessidade para alguns sistemas de firmware (como o UEFI).
NTFS
Este sistema de arquivos com "Nova Tecnologia" ("New Technology Filesystem") é o principal sistema de arquivos do Microsoft Windows. Similar ao vfat descrito acima, ele não armazena permissões ou atributos estendidos necessários para correto funcionamento do BSD ou Linux e, assim, não pode ser usado como sistema de arquivos da partição raiz (root). Deve ser usado apenas para interoperabilidade com sistemas Microsoft Windows (ênfase no apenas).

Se usar o ext2, ext3 ou ext4 em uma partição pequena (menor que 8GB), então o sistema de arquivos deve ser criado com opções adequadas para reservar inodes suficientes. O programa mke2fs (mkfs.ext2) usa a configuração "bytes por inode" para calcular quantos inodes um sistema de arquivos deve ter. Em partições pequenas, é aconselhável aumentar o número de inodes calculado.

No ext2, ext3 ou ext4, isso pode ser feito com um dos seguintes comandos, respectivamente:

root #mkfs.ext2 -T small /dev/<dispositivo>
root #mkfs.ext3 -T small /dev/<dispositivo>
root #mkfs.ext4 -T small /dev/<dispositivo>

Isso normalmente irá quadruplicar o número de inodes de um dado sistema de arquivos já que o número de "bytes por inode" é reduzido de um para cada 16kB para um para cada 4kB. Isso pode ser ajustado ainda mais fornecendo a relação:

root #mkfs.ext2 -i <ratio> /dev/<device>

Criando um sistema de arquivos em uma partição

Para criar um sistema de arquivos em uma partição ou volume, há utilitários disponíveis para o usuário para cada possível sistema de arquivos. Clique no nome do sistema de arquivo na tabela abaixo para informações adicionais para cada sistema de arquivo:

Sistema de arquivo Comando para criação Disponível no CD mínimo? Pacote
btrfs mkfs.btrfs Sim sys-fs/btrfs-progs
ext2 mkfs.ext2 Sim sys-fs/e2fsprogs
ext3 mkfs.ext3 Sim sys-fs/e2fsprogs
ext4 mkfs.ext4 Sim sys-fs/e2fsprogs
f2fs mkfs.f2fs Sim sys-fs/f2fs-tools
jfs mkfs.jfs Sim sys-fs/jfsutils
reiserfs mkfs.reiserfs Sim sys-fs/reiserfsprogs
xfs mkfs.xfs Sim sys-fs/xfsprogs
vfat mkfs.vfat Sim sys-fs/dosfstools
NTFS mkfs.ntfs Sim sys-fs/ntfs3g

Por exemplo, para ter a partição root () em ext4 como usado no exemplo de estrutura de partições, o seguintes comandos seriam usados:


root #mkfs.ext4

Agora crie os sistemas de arquivos nas partições recém criadas (ou volumes lógicos):

Ativando a partição de swap

mkswap é o comando que é utilizado para inicializar as partições de swap:

root #mkswap

Para ativar a partição de swap, use swapon:

root #swapon

Crie e ative o swap com os comandos mostrados acima.

Montando a partição root

Agora que as partições estão inicializadas e contém um sistema de arquivos, é hora de montar essas partições. Use o comando mount, mas não se esqueça de criar os diretórios de montagem necessários para cada partição criada. Como exemplo montaremos as partições root :

root #mount /mnt/gentoo
Nota
Se o /tmp/ precisar ficar em uma partição separada, certifique-se de alterar suas permissões depois de montar:
root #chmod 1777 /mnt/gentoo/tmp
Isso também vale para o /var/tmp.

Mais tarde nestas instruções o sistema de arquivos proc (uma interface virtual com o kernel) e também outros pseudo sistemas de arquivos serão montados. Mas antes nós instalamos os arquivos de instalação do Gentoo.



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Instalando um arquivo tar de stage

Ajustando a data e a hora

Antes de instalar o Gentoo, é uma boa ideia ter certeza que a data e hora estão configuradas corretamente. Um relógio mal configurado pode levar a resultados estranhos: sistemas de arquivos básicos devem se extraídos com datas precisas. De fato, devido a vários sites e serviços usando comunicações encriptadas (SSL/TLS), pode ser impossível fazer download dos arquivos de instalação se o relógio do sistema estiver muito atrasado!

Verifique a data e a hora atual executando o seguinte comando date:

root #date
Mon Oct  3 13:16:22 PDT 2016

Se a data/hora mostrada estiver errada, atualize-a usando um dos métodos abaixo.

Nota
Placas-mãe que não incluem um Relógio de tempo real (RTC) devem ser configuradas para automaticamente sincronizar o relógio do sistema com um servidor de tempo. Isto também vale para sistemas que "também" incluem um RTC, mas tem uma bateria com problema.

Automático

Mídias de instalação oficiais Gentoo incluem o comando ntpd (disponível através do pacote net-misc/ntp). Mídias oficiais incluem um arquivo de configuração apontando para servidores de horário ntp.org. Eles podem ser usados para sincronizar automaticamente o relógio do sistema para a hora UTC. Usar este método requer uma configuração de rede e pode não estar disponível em todas as arquiteturas.

Aviso
Sincronização automática de horário tem um preço. Ela irá revelar o endereço IP do sistema e informações relacionadas a rede para o servidor de horário (no caso do exemplo abaixo ntp.org). Usuários com preocupações de privacidade devem estar cientes disto "antes" de configurar o relógio do sistema usando o método abaixo.
root #ntpd -q -g

Manual

O comando date pode fazer também uma configuração manual do relógio do sistema. Use a sintaxe MMDDhhmmYYYY (Mês, Dia, hora, minuteo e Ano).

Hora UTC é recomendada para todos os sistemas Linux. Mais tarde durante a instalação um fuso horário irá ser definido. Isto irá modificar a exibição do relógio para o horário local.

Por exemplo, para ajustar a data para 3 de outubro de 2016, 13:16:

root #date 100313162016

Escolhendo um arquivo tar de stage

Multilib (32 e 64 bits)

Escolher um arquivo tar base para o sistema pode economizar uma considerável quantidade de tempo mais tarde no processo de instalação, especificamente quando for o momento de escolher o perfil do sistema. A seleção de um arquivo tar de stage irá impactar a futura configuração do sistema e pode evitar uma dor de cabeça ou duas mais tarde. O arquivo tar multilib usa bibliotecas de 64 bits quando possível e apenas as versões de 32 bits quando necessário para compatibilidade. Essa é uma excelente opção para a maioria das instalações pois provê grande flexibilidade para personalizações no futuro. Quem desejar que seu sistema seja capaz de trocar facilmente de perfil deve baixar o arquivo tar multilib para sua respectiva arquitetura de processador.

A maioria dos usuários não deve usar as opções de arquivos tar 'advanced'; elas são específicas para alguma configuração de software ou hardware.

No-multilib (64 bits puro)

Selecionar um arquivo tar no-multilib como base do sistema provê um completo ambiente de sistema operacional de 64 bits. Isso torna efetivamente a habilidade de se trocar para perfis multilib improvável, mas possível. Aqueles que estão iniciando com o Gentoo não devem escolher um arquivo tar no-multilib a menos que seja absolutamente necessário.

Aviso
Tome cuidado, migrar de um sistema não-multilib (no-multilib) para um multilib requer um excelente conhecimento do Gentoo e de suas ferramentas de baixo nível (isso pode fazer até nossos Desenvolvedores de ferramentas estremecerem um pouco). Não é uma tarefa para cardíacos e está além do escopo deste manual.

Baixando o arquivo tar do stage

Vá para o ponto de montagem do Gentoo onde o sistema de arquivos raiz está montado (provavelmente /mnt/gentoo):

root #cd /mnt/gentoo

Dependendo da mídia de instalação, a única ferramenta necessária para baixar o arquivo tar do stage é um navegador web.

Navegadores gráficos

Usuários usando ambientes com navegadores web gráficos não terão problema em copiar a URL do arquivo de stage da seção de download do site web principal. Apenas selecione a aba apropriada, clique com o botão da direita no link do arquivo de stage e então Copie o endereço do link (Firefox) ou Copie a localização do link (Chromium) para copiar o link para a área de transferência, então cole o link para a o utilitário de linha de comando wget para baixar o arquivo tar de stage:

root #wget <PASTED_STAGE_URL>

Navegadores de linha de comando

Usuários mais tradicionais ou 'das antigas', trabalhando exclusivamente com a linha de comando podem preferir o links, um navegador não gráfico baseado em menus. Para baixar o arquivo de stage, navegue até a lista de espelhos do Gentoo como abaixo:

root #links https://www.gentoo.org/downloads/mirrors/

Para usar um proxy HTTP com o links, passe a URL com a opção -http-proxy:

root #links -http-proxy servidor.proxy.com:8080 https://www.gentoo.org/download/mirrors/

Próximo ao links há também o navegador lynx. Assim como o links ele é um navegador não gráfico mas não baseado em menus.

root #lynx https://www.gentoo.org/downloads/mirrors/

Se for necessário definir um proxy, exporte as variáveis http_proxy e/ou ftp_proxy:

root #export http_proxy{{=}}"http://servidor.proxy.com:porta"
root #export ftp_proxy="http://servidor.proxy.com:porta"

Na lista de espelhos, selecione um espelho próximo. Normalmente os espelhos HTTP são suficientes, mas outros protocolos estão também disponíveis. Mova para o diretório releases/amd64/autobuilds/. Lá todos os arquivos de stage são mostrados (eles podem estar localizados dentro de subdiretórios nomeados segundo as sub-arquiteturas individuais). Selecione um e pressione d para baixar.

Depois que o download do arquivo de stage completar, é possível verificar a integridade e validar o conteúdo do arquivo tar de stage. Aqueles interessados em fazê-lo devem proceder à próxima seção.

Aqueles não interessados em verificar e validar o arquivo de stage podem fechar o navegador de linha de comando pressionando q e podem avançar diretamente para a seção Descompactando o arquivo tar de stage.

Verificando e validando

Nota
Alguns arquivos tar estão disponibilizados com compressão xz. Ao baixar um arquivo tar com nome terminado em .tar.xz, certifique-se de ajustar corretamente o nome do arquivo nos comandos abaixo.

Assim como nos CDs mínimos de instalação, estão disponíveis arquivos adicionais para verificar e validar o arquivo de stage. Apesar desses passos poderem ser pulados, esses arquivos são providos para os usuários que se preocupam com a legitimidade dos arquivos baixados.

  • Um arquivo .CONTENTS que contém a lista de todos os arquivos contidos no arquivo tar do stage.
  • Um arquivo .DIGESTS que contém as somas de checagem do arquivo de stage em diferentes algoritmos.
  • Um arquivo .DIGESTS.asc que, como o arquivo .DIGESTS, contém somas de checagem do arquivo de stage em diferentes algoritmos, mas também assinadas criptograficamente para validar que é provido pelo Projeto Gentoo.

Use o comando openssl e compare a saída com as somas de checagem providas pelos arquivos .DIGESTS ou .DIGESTS.asc.

Por exemplo, para validar a soma de checagem SHA512:

root #openssl dgst -r -sha512 stage3-amd64-<release>.tar.?(bz2|xz)

Outra forma é usar o comando sha512sum:

root #sha512sum stage3-amd64-<release>.tar.?(bz2|xz)

Para validar a soma de checagem Whirlpool:

root #openssl dgst -r -whirlpool stage3-amd64-<release>.tar.?(bz2|xz)

Compare a saída desses comandos com o valor registrado nos arquivos .DIGESTS(.asc). Os valores devem bater, senão o arquivo baixado pode estar corrompido (ou o arquivo .DIGESTS está).

Assim como com o arquivo ISO, é possível também verificar a assinatura criptográfica do arquivo .DIGESTS.asc usando o gpg para verificar que as somas de checagem não foram adulteradas.

root #gpg --verify stage3-amd64-<release>.tar.?(bz2|xz){.DIGESTS.asc,}

Desempacotando o arquivo tar de stage

Agora desempacote o stage baixado no sistema. Usamos o tar para isso:

root #tar xpvf stage3-*.tar.bz2 --xattrs-include='*.*' --numeric-owner

Certifique-se que as mesmas opções (xpf e --xattrs-include='*.*') são usadas. O x significa Extrair, o p para "preservar" permissões e o f para indicar que queremos extrair um arquivo ("file"), não da entrada padrão. --xattrs-include='*.*' é para incluir a preservação dos atributos estendidos de todos os arquivos armazenados. Finalmente, --numeric-owner é usado para assegurar que os IDs de usuário e grupo dos arquivos sendo extraídos do arquivo tar permanecerão os mesmos que os pretendidos pela equipe de engenharia de lançamentos do Gentoo (mesmo que usuários aventureiros não estiverem usando a mídia de instalação oficial do Gentoo).

Agora que o arquivo de stage está descompactado, proceda com Configurando as opções de compilação.

Configurando as opções de compilação

Introdução

Para otimizar o Gentoo, é possível ajustar algumas variáveis que impactam o comportamento do Portage, o oficialmente suportado gerenciador de pacotes do Gentoo. Todas essas variáveis podem ser ajustadas como variáveis de ambiente (usando export) mas isso não é permanente. Para manter os ajustes, o Portage lê o arquivo /etc/portage/make.conf, que é um arquivo de configuração do Portage.

Nota
Uma listagem com comentários de todas as possíveis variáveis pode ser encontrada em /mnt/gentoo/usr/share/portage/config/make.conf.example. Para uma instalação com sucesso do Gentoo, apenas as variáveis mencionadas abaixo precisam ser ajustadas.

Use um editor (neste guia usamos o nano) para alterar as variáveis de otimização que iremos discutir a partir daqui.

root #nano -w /mnt/gentoo/etc/portage/make.conf

Olhando o arquivo make.conf.example fica óbvio como o arquivo deve ser estruturado: linhas de comentário iniciam com "#", outras linhas definem variáveis usando sintaxe VARIAVEL="conteúdo". Diversas dessas variáveis são discutidas a seguir.

CFLAGS e CXXFLAGS

As variáveis CFLAGS e CXXFLAGS definem as flags de otimização para os compiladores C e C++ GCC, respectivamente. Apesar de serem definidas globalmente aqui, para máximo desempenho seria necessário otimizar essas flags para cada programa separadamente. A razão disso é que cada programa é diferente. Entretanto, isso não é viável, por isso a definição dessas flags no arquivo make.conf.

No arquivo make.conf deve-se definir as flags de otimização que fariam o sistema mais responsivo de modo geral. Não coloque ajustes experimentais nessa variável; otimização demais pode fazer com que os programas comportem-se mal (abortem, ou ainda pior, funcionem mal).

Não iremos explicar todas as possíveis opções de otimização. Para compreender todas elas, leia o Manual Online do GCC ou as páginas info do gcc (info gcc -- funciona apenas em um sistema Linux já instalado). O arquivo make.conf.example em si também contém muitos exemplos e informação; não se esqueça de lê-lo também.

Um primeiro ajuste é a flag -march= ou -mtune=, que especifica o nome da arquitetura alvo. As possíveis opções estão descritas no arquivo make.conf.example (como comentários). Um valor comumente usado é "native", que diz ao compilador para selecionar a arquitetura do sistema atual (aquele no qual o Gentoo está sendo instalado).

Em segundo vem a flag -O (um O maiúsculo, não um zero), que especifica a flag da classe de otimização. Valores possíveis são "s" (para otimização por tamanho), 0 (zero - para nenhuma otimização), 1, 2 ou até 3 para flags de otimização para velocidade (cada classe tem as mesmas flags da anterior, mais algumas extras). -O2 é o padrão recomendado. Sabe-se que -O3 causa problemas se usada pelo sistema como um todo, então recomendamos ficar com -O2.

Uma flag de otimização popular é a -pipe (usa pipes em vez de arquivos temporários para comunicação entre os vários estágios da compilação). Ela não tem impacto no código gerado, mas usa mais memória. Em sistemas com pouca memória, o gcc pode ser morto. Nesse caso, não use essa flag.

Usar o -fomit-frame-pointer (que não mantém o ponteiro de frame em um registrador para funções que não precisam de um) pode ter sérias repercussões para depurar aplicações.

Se as variáveis CFLAGS e CXXFLAGS são definidas, combine as várias flags de otimização em uma string. Os valores default contidos no arquivo stage3 que é desempacotado devem ser adequados. Abaixo é apenas um exemplo:

CODE Exemplo de variáveis CFLAGS e CXXFLAGS
# Flags do compilador para todas linguagens
COMMON_FLAGS="-march=native -O2 -pipe"
# Use os mesmos valores para ambas variáveis
CFLAGS="${COMMON_FLAGS}"
CXXFLAGS="${COMMON_FLAGS}"
Tip
Apesar do artigo Guia de otimização do GCC conter mais informação sobre como as várias opções de compilação podem afetar um sistema, o artigo Safe CFLAGS pode ser uma opção mais prática para iniciantes começarem a otimizar seus sistemas.

MAKEOPTS

A variável MAKEOPTS define quantas compilações paralelas podem ocorrer quando um pacote estiver sendo instalado. Uma boa escolha é o número de CPUs (ou núcleos de CPU) em um sistema mais um, porém essa regra nem sempre é perfeita.

CODE Exemplo de declaração de MAKEOPTS em make.conf
MAKEOPTS="-j2"

Pronto, preparar, vai!

Atualize o arquivo /mnt/gentoo/etc/portage/make.conf de acordo com suas preferências pessoais e grave (usuários do nano podem usar Ctrl+X).

Depois continue em Instalando o sistema básico do Gentoo.



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