Manual:X86/Instalação/Discos

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X86 Manual
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Introdução aos dispositivos de bloco

Dispositivos de bloco

Vamos dar uma boa olhada nos aspectos relacionados a discos do Gentoo Linux e do Linux em geral, incluindo dispositivos de bloco, partições e sistemas de arquivos Linux. Uma vez que os meandros dos discos forem compreendidos, serão configurados as partições e sistemas de arquivos para a instalação do Gentoo Linux.

Para começar, vamos dar uma olhada nos dispositivos de bloco. As unidades SCSI e Serial ATA são rotuladas pelo sistema como: /dev/sda, /dev/sdb, /dev/sdc, etc. Em maquinas modernas, os discos rígidos NVMe baseados em PCI Express são identificados como /dev/nvme0n1, /dev/nvme0n2, etc.

A tabela abaixo ajudará os leitores a determinar onde encontrar um certo tipo de dispositivo de bloco no sistema:

Tipos de dispositivo Identificador de dispositivo padrão Notas do editor e considerações
SATA, SAS, SCSI, ou USB flash /dev/sda Encontrados em hardware por volta de 2007 até os dias atuais, esses dispositivos são geralmente identificados no Linux dessa forma. Esses tipos de dispositivos podem ser conectados pelas entradas SATA, SCSI, USB como armazenamento em bloco. Por exemplo, a primeira partição do primeiro dispositivo SATA device é chamada de /dev/sda1.
NVM Express (NVMe) /dev/nvme0n1 A mais recente tecnologia de disco rigido, NVMe drives são conectados via PCI Express bus e possuem a velocidade de transferência de blocos mais rápida do mercado. Sistemas por volta de 2014 e recentes possuem suporte para NVMe no hardware. A primeira partição no primeiro dispositivo NVMe é chamada de /dev/nvme0n1p1.
MMC, eMMC, e SD /dev/mmcblk0 Dispositivos embutidos MMC, cartões SD, e outros tipos de cartões de memória podem ser uteis para armazenar dados. Dito isso, muitos sistemas talvez não permitam iniciar a partir desses tipos de dispositivo. É sugerido que não se use esses dispositivos para iniciar uma instalação do Linux; em vez disso, considere usá-los com o objetivo de transferir arquivos, no qual eles foram projetados. Alternativamente, eles podem ser úteis para backups de curto prazo.

Os dispositivos de bloco acima representam uma interface abstrata para o disco. Programas de usuários podem usar esses dispositivos de bloco para interagir com o disco sem se preocupar se são SATA, SCSI, ou de outro tipo. O programa pode simplesmente endereçar o armazenamento do disco como um grupo de blocos de 4096-bytes (4K) contínuos e acessíveis aleatoriamente.



Tabelas de partições

Embora seja teoricamente possível usar o disco todo, sem partições para abrigar um sistema Linux (quando criando um RAID btrfs, por exemplo), isso quase nunca é feito na prática. Em vez disso, os dispositivos de blocos são divididos em dispositivos menores, mais gerenciáveis. Em sistemas x86, eles são chamados partições. Há atualmente dois padrões de tecnologias de particionamento em uso: MBR (também chamado de DOS disklabel) e GPT; eles estão relacionados aos dois tipos de processos de inicialização: BIOS legacy e UEFI.

GUID Partition Table (GPT)

O padrão "GUID Partition Table (GPT)" (também chamado de GPT disklabel) usa identificadores de 64 bits para as partições. O local onde é armazenada a informação sobre as partições é muito maior que os 512 bytes das tabelas de partição MBR (partições do tipo DOS) o que significa que praticamente não há limite no número de partições de um disco GPT. Também o tamanho de uma partição tem um limite muito maior (quase 8 ZiB - sim, zebibytes).

Quando a interface do software de sistema entre o sistema operacional e o firmware é a UEFI (em vez da BIOS), o GPT é praticamente mandatório uma vez que surgirão problemas de compatibilidade com o padrão DOS de particionamento.

A GPT também tem a vantagem de usar somas de checagem e redundância. Ele possui somas de checagem CRC32 para detectar erros no cabeçalho e tabelas de partição e tem um backup da GPT no final do disco. Esta tabela de backup pode ser usada para recuperar danos da GPT primária próxima do início do disco.

Importante
Existem algumas ressalvas em relação ao GPT:
  • Você pode usar GPT em computadores BIOS, mas você não pode fazer dual-boot com o Microsoft Windows. A razão é que o Microsoft Windows irá iniciar no modo UEFI caso ele detecte uma partição GPT.
  • Alguns firmwares de placas-mãe bugados (antigos), estão configurados para iniciar no modo BIOS/CSM/legacy no qual pode ter problemas com a inicialização em um disco particionado em GPT.

Master boot record (MBR) ou DOS boot sector

O setor de inicialização Master boot record (também conhecido como DOS boot sector ou DOS Disklabel) foi introduzido pela primeira vez em 1983 no PC DOS 2.x. MBR usa identificadores de 32 bits para o setor de início e o tamanho das partições e suporta três tipos de partições: primária, estendida e lógica. Partições primárias têm suas informações armazenadas no MBR em si - um local muito pequeno (normalmente 512 bytes) bem no começo do disco. Devido a esse espaço pequeno, apenas quatro partições primárias são suportadas (ou seja, de /dev/sda1 a /dev/sda4).

Para suportar mais partições, uma das partições primárias no MBR pode ser marcada como uma partição estendida. Essa partição pode então conter, adicionalmente, partições lógicas (com partições dentro de uma partição).

Importante
Embora ainda suportadas pela maioria dos fabricantes de placas-mãe, o setor de inicialização MBR e suas limitações de particionamento são considerados como sistema legado. A menos que esteja trabalhando com hardware fabricado antes de 2010, é melhor particionar um disco usando Tabela de Partição GUID. Leitores que precisarem usar um sistema desse tipo devem estar cientes do seguinte:
  • A maioria das placas-mãe de depois de 2010 consideram usar o setor de inicialização MBR como modo de boot legado (suportado, porém não ideal).
  • Devido ao uso de identificadores de 32 bits, tabelas de partição MBR não conseguem endereçar espaço em disco maior do que 2 TiBs.
  • A menos que sejam usadas partições estendidas, o MBR suporta um máximo de quatro partições.
  • Essa configuração não provê nenhum setor de inicialização de backup, assim, se uma aplicação sobrescreve a tabela de partição, todas as informações das partições serão perdidas.

Dito isso, MBR e BIOS boot são usados frequentemente em ambientes de nuvem virtualizados, como AWS.

Os autores deste Manual sugerem usar GPT sempre que possível nas instalações do Gentoo.

Armazenamento avançado

Os CDs de instalação para x86 proveem suporte para Gerenciador de Volumes Lógicos (LVM). O LVM aumenta a flexibilidade oferecida pela configuração de particionamento. Isso permite combinar partições e discos em grupos de volumes e definir grupos de RAID ou caches em SSDs rápidos para HDs lentos. As instruções de instalação abaixo focarão em partições "normais", mas mesmo assim é bom saber que o LVM também é suportado se for necessário. Visite o artigo LVM para mais detalhes. Iniciantes estejam avisados: apesar de completamente suportado, LVM está fora do escopo deste guia.

Esquema de particionamento padrão

Ao longo do restante desse manual, nós vamos discutir e explicar dois casos diferentes: 1) Tabela de partições em GPT e UEFI boot, e 2) Tabela de partições em MBR e BIOS boot. Embora seja possível combinar e misturar esses dois tipos, isso está além do escopo desse guia. Como dito já dito acima, instalações feitas em hardwares modernos devem ser feitas utilizando uma tabela de partições em GPT e UEFI boot; uma exceção para essa regra é o uso de MBR com BIOS boot em ambientes virtualizados (cloud), que continua sendo frequentemente utilizado.

Até o final deste manual, o seguinte esquema de particionamento será usado como um simples layout de exemplo:

Partição Sistema de arquivo Tamanho Descrição
/dev/sda2 fat32 (UEFI) ou ext4 (BIOS) 256M Partição boot/Sistema EFI
/dev/sda2 (swap) Quantidade de RAM * 2 Partição de swap
/dev/sda3 ext4 Resto do disco Partição root

Se essas informações já forem suficientes, o leitor avançado já pode pular diretamente para o particionamento real.

Ambos o fdisk e o parted são utilitários de particionamento. O fdisk é bem conhecido, estável e recomendado para layout de particionamento MBR. parted foi um dos primeiros utilitários de gerenciamento de dispositivos de blocos do Linux a suportar partições GPT, e provê uma alternativa. Aqui, o fdisk é usado porque tem uma melhor interface de usuário baseada em texto

Antes das instruções para criação das partições, o primeiro conjunto de seções descreverá em mais detalhes como os esquemas de particionamento podem ser criados mencionaremos as dificuldades mais comuns.

Criando um esquema de particionamento

Quantas partições e de que tamanho?

O design do layout de partições é altamente dependente das demandas do sistema e do(s) sistema(s) de arquivos aplicados ao dispositivo. Caso exista muitos usuários, é aconselhável ter o /home/ em uma partição separada pois isso traz segurança e torna o backup e outros tipos de manutenção mais fáceis. Se o Gentoo estiver sendo instalado para ser um pequeno servidor de email, então o diretório /var/ deve ficar separado em uma outra partição pois todos os emails armazenados ficam no /var/. Servidores de jogos podem ter o /opt/ separado em uma outra partição, já que a maioria dos softwares do servidor são instalados lá. A razão dessas recomendações são similares à do diretório /home/: segurança, backups e manutenções.

In most situations on Gentoo, /usr and /var should be kept relatively large in size. /usr hosts the majority of applications available on the system and the Linux kernel sources (under /usr/src). By default, /var hosts the Gentoo ebuild repository (located at /var/db/repos/gentoo) which, depending on the file system, generally consumes around 650 MiB of disk space. This space estimate excludes the /var/cache/distfiles and /var/cache/binpkgs directories, which will gradually fill with source files and (optionally) binary packages respectively as they are added to the system.

A quantidade de partições e os seus tamanhos dependem muito de vários fatores que devem ser considerados para escolher a melhor opção para a circunstância. Separar as partições em volumes têm a seguinte vantagens:

  • Escolha o sistema de arquivos de maior desempenho para cada partição ou volume.
  • O sistema todo não ficará sem espaço se uma aplicação problemática encher todo o espaço de uma partição ou volume.
  • Se necessário, a checagem do sistema de arquivos fica com o tempo reduzido, pois várias checagens podem ser feitas em paralelo (embora essa vantagem é mais percebida com múltiplos discos do que com múltiplas partições).
  • A segurança pode ser aumentada montando algumas partições ou volumes como somente leitura, nosuid (bits setuid são ignorados), noexec (bits de execução são ignorados), etc.


Contudo, múltiplas partições têm algumas desvantagens:

Há também o limite de 15 partições para SCSI e SATA, a menos que sejam utilizadas etiquetas GPT.

Note
If you intend to uses Systemd, /usr/ must be available on boot, either as part of the root filesystem or mounted via an initramfs.

E o espaço de swap?

Não existe um valor perfeito para o espaço de swap. O propósito da partição de swap é prover armazenamento em disco ao kernel quando a memória interna (RAM) estiver acabando. Um espaço de swap permite ao kernel mover páginas de memória que provavelmente não serão necessárias tão logo para o disco (swap ou page-out), liberando memória na RAM para a tarefa atual. É claro que, se de repente essas páginas forem necessárias, elas serão trazidas de volta para a memória (page-in) o que irá demorar bem mais do que se fossem lidas direto na memória RAM (pois discos são muito lentos comparados com a memória interna).

Se o sistema não for executar aplicações que necessitem de muita memória ou se o sistema tiver uma grande quantidade de memória disponível, então provavelmente ele não vai precisar de muito espaço de swap. Porém, o espaço de swap é também usado para armazenar a memória inteira no caso de hibernação. Se o sistema for precisar de hibernação, então um espaço de swap maior será necessário, pelo menos do tamanho da memória RAM instalada no sistema.


O que é o EFI System Partition (ESP)?

Quando instalando o Gentoo em um sistema que usa UEFI para inicializar o sistema operacional (em vez da BIOS), é importante que uma partição de sistema EFI (ESP) seja criada. As instruções abaixo contém os passos necessários para fazer corretamente essa operação. A partição de sistema EFI não é necessária para inicializar no modo BIOS/Legacy.

A ESP precisa ser uma partição do tipo FAT (algumas vezes mostradas como "vfat" em sistemas Linux). A especificação UEFI oficial denota que os sistemas de arquivos FAT12, FAT16, ou 32 irão ser reconhecidos pela firmware UEFI, apesar de que FAT32 é o recomendado para a ESP. Após o particionamento, formate a ESP adequadamente:

root #mkfs.fat -F 32 /dev/sda2
Importante
Se a ESP não for formatada como uma variante FAT, o firmware do sistema UEFI não será capaz de encontrar o carregador de boot (ou o kernel do Linux) e provavelmente será incapaz de inicializar o sistema!


O que é a partição de boot da BIOS?

A partição de boot da BIOS é apenas necessária caso você utilize o particionamento GPT com o GRUB2 no modo BIOS/Legacy. Não é obrigatório quando inicializado no modo EFI/UEFI, e também não é obrigatório quando estiver utilizando uma tabela MBR. Ela é uma partição muito pequena (de 1 a 2 MB) na qual os gerenciadores de inicialização como o GRUB2 podem gravar dados adicionais que não couberem no espaço alocado. Ela não será utilizada nesse guia.


Particionando o disco com GPT para UEFI

As partes seguintes explicam como criar o layout de partições para uma instalação GPT / UEFI boot usando o comando fdisk. O layout de partições de exemplo foi mostrada anteriormente:

Partição Descrição
/dev/sda2 Partição de sistema EFI (de inicialização)
/dev/sda2 Partição de swap
/dev/sda3 Partição de root

Altere o layout das partições de acordo com suas preferências pessoais.

Visualizando o layout de partições atual

O fdisk é uma ferramenta popular e poderosa para dividir um disco em partições. Dispare o fdisk no disco desejado (em nosso exemplo usamos o /dev/sda):

root #fdisk /dev/sda

Use a tecla p para exibir a configuração atual das partições do disco:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: gpt
Disk identifier: 21AAD8CF-DB67-0F43-9374-416C7A4E31EA
 
Device        Start      End  Sectors  Size Type
/dev/sda1      2048   526335   524288  256M EFI System
/dev/sda2    526336  2623487  2097152    1G Linux swap
/dev/sda3   2623488 19400703 16777216    8G Linux filesystem
/dev/sda4  19400704 60549086 41148383 19.6G Linux filesystem

Esse disco em particular foi configurado para abrigar dois sistemas de arquivos Linux (cada uma com uma partição correspondente listada como "Linux") bem como uma partição de swap (listada como "Linux swap").

Criando uma nova tabela de partições / removendo todas as partições

Tecle g para criar uma nova tabela de partições GPT no disco; isso irá remover todas as partições existentes.

Command (m for help):g
Created a new GPT disklabel (GUID: 87EA4497-2722-DF43-A954-368E46AE5C5F).

Para uma tabela de partições GPT existente (veja o retorno ao teclar p acima), alternativamente, considere remover as partições do disco uma por uma. Tecle d para apagar uma partição. Por exemplo, para deletar a partição /dev/sda1:

Command (m for help):d
Partition number (1-4): 1

A partição foi marcada para ser removida. Ela não vai aparecer na lista de partições (usando a tecla p), mas ela não será removida até que as mudanças sejam gravadas. Isso permite que o usuário aborte a operação no caso algum erro ocorra - nesse caso, tecle q imediatamente e tecle Enter e a partição não será apagada.

Tecle p repetidamente para ver a lista das partições e d e o número da partição para apagá-la. No final, a tabela de partições estará vazia:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: gpt
Disk identifier: 87EA4497-2722-DF43-A954-368E46AE5C5F

Agora que a tabela de partições na memória está vazia, estamos prontos para criar as partições.

Criando a partição de sistema EFI (ESP)

Primeiro, crie uma pequena partição de sistema EFI, que deverá ser montada no diretório /boot. Tecle n para criar uma nova partição, seguida da tecla 1 para selecionar a primeira partição. Quando perguntado pelo primeiro setor, certifique-se que comece em 2048 (o que é necessário para o gerenciador de boot) e tecle Enter. Quando solicitado o último setor, digite +256M para criar uma partição de 256 Mbytes de tamanho:

Command (m for help):n
Partition number (1-128, default 1): 1
First sector (2048-60549086, default 2048): 
Last sector, +/-sectors or +/-size{K,M,G,T,P} (2048-60549086, default 60549086): +256M
 
Created a new partition 1 of type 'Linux filesystem' and of size 256 MiB.

Marque a partição como UEFI system partition:

Command (m for help):t
Selected partition 1
Partition type (type L to list all types): 1
Changed type of partition 'Linux filesystem' to 'EFI System'.

Criando a partição de swap

Agora, para criar a partição de swap tecle n para criar uma nova partição, e tecle 2 para criar a segunda partição, /dev/sda2. Quando solicitado o primeiro setor, tecle Enter. Quando solicitado o último setor, digite +4G (ou qualquer outro tamanho necessário para área de swap) para criar uma partição de 4GB de tamanho:

Command (m for help):n
Partition number (2-128, default 2): 
First sector (526336-60549086, default 526336): 
Last sector, +/-sectors or +/-size{K,M,G,T,P} (526336-60549086, default 60549086): +4G
 
Created a new partition 2 of type 'Linux filesystem' and of size 4 GiB.

Depois de tudo feito, tecle t para configurar o tipo da partição, 2 para selecionar a partição recém criada e então digite "19" para configurar o tipo da partição para "Linux Swap".

Command (m for help):t
Partition number (1,2, default 2): 2
Partition type (type L to list all types): 19
 
Changed type of partition 'Linux filesystem' to 'Linux swap'.

Criando a partição de root

Finalmente, para criar a partição root, tecle n para criar uma nova partição. Então tecle 3 para criar a terceira partição, /dev/sda3. Quando perguntado pelo primeiro setor, tecle Enter. Quando perguntado pelo último setor, tecle Enter para criar uma partição que ocupe o restante do espaço disponível do disco. Depois de completar esses passos, teclando p deve ser mostrada uma tabela de partições similar a esta:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: gpt
Disk identifier: 87EA4497-2722-DF43-A954-368E46AE5C5F
 
Device       Start      End  Sectors  Size Type
/dev/sda1     2048   526335   524288  256M EFI System
/dev/sda2   526336  8914943  8388608    4G Linux swap
/dev/sda3  8914944 60549086 51634143 24.6G Linux filesystem

Salvando o layout de partições

Para salvar o layout de partições e sair do fdisk, tecle w.

Command (m for help):w

Com as partições criadas, é hora de criar sistemas de arquivos nelas.

Particionando o disco com MBR para BIOS / legacy boot

Nesse exemplo a seguir, explicamos como criar um layout de particionamento para uma instalação MBR / BIOS legacy boot. A partir de agora, o layout mencionado anteriormente será:

Partição Descrição
/dev/sda2 Partição de boot
/dev/sda2 Partição de swap
/dev/sda3 Partição de root

Altere o layout de acordo com as suas referencias pessoais.

Visualizando o layout de particionamento atual

Use novamente o comando fdisk no disco (no nosso exemplo, usaremos /dev/sda):

root #fdisk /dev/sda

Tecle p para visualizar a configuração de partições atuais do disco:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: gpt
Disk identifier: 21AAD8CF-DB67-0F43-9374-416C7A4E31EA
 
Device        Start      End  Sectors  Size Type
/dev/sda1      2048   526335   524288  256M EFI System
/dev/sda2    526336  2623487  2097152    1G Linux swap
/dev/sda3   2623488 19400703 16777216    8G Linux filesystem
/dev/sda4  19400704 60549086 41148383 19.6G Linux filesystem

Este disco em particular foi até agora configurado para abrigar dois sistemas de arquivos Linux (cada uma com uma partição correspondente listada como "Linux"), bem como uma partição de swap (listada como "Linux swap"), usando uma tabela GPT.

Criando um nova disklabel / removendo todas as partições

Tecle o para criar uma nova MBR disklabel (aqui também chamada de DOS disklabel) no disco; isso irá remover todas as partições existentes.

Command (m for help):o
Created a new DOS disklabel with disk identifier 0xe04e67c4.
The device contains 'gpt' signature and it will be removed by a write command. See fdisk(8) man page and --wipe option for more details.

Para uma DOS disklabel existente (veja o retorno ao teclar p acima) Alternativamente, considere remover as partições do disco uma por uma. Tecle d para deletar a partição. Por exemplo, para deletar a partição /dev/sda1:

Command (m for help):d
Partition number (1-4): 1

A partição foi marcada para ser removida. Ela não vai aparecer na lista de partições (usando a tecla p), mas ela não será removida até que as mudanças sejam gravadas. Isso permite que o usuário aborte a operação no caso de algum erro - nesse caso, tecle q imediatamente e tecle Enter e a partição não será apagada.

Tecle p repetidamente para ver a lista das partições e d e o número da partição para apagá-la. No final, a tabela de partições estará vazia:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0xe04e67c4

Agora nós estamos prontos para criar as partições.

Criando a partição de boot

Primeiro crie uma partição que deverá ser montada no diretório /boot. Tecle n para criar uma nova partição, em seguida tecle 1 para selecionar a primeira partição primaria. Quando perguntado pelo primeiro setor, certifique-se que comece em 2048 (o que é necessário para o gerenciador de boot) e tecle Enter. Quando solicitado o último setor, digite +256M para criar uma partição de 256 Mbytes de tamanho:

Command (m for help):n
Partition type
   p   primary (0 primary, 0 extended, 4 free)
   e   extended (container for logical partitions)
Select (default p): p
Partition number (1-4, default 1): 1
First sector (2048-60549119, default 2048): 
Last sector, +/-sectors or +/-size{K,M,G,T,P} (2048-60549119, default 60549119): +256M
 
Created a new partition 1 of type 'Linux' and of size 256 MiB.

Criando a partição de swap

Agora, para criar a partição de swap tecle n para criar uma nova partição, e tecle 2 para criar a segunda partição primaria, /dev/sda2. Quando solicitado o primeiro setor, tecle Enter. Quando solicitado o último setor, digite +4G (ou qualquer outro tamanho necessário para área de swap) para criar uma partição de 4GB de tamanho:

Command (m for help):n
Partition type
   p   primary (1 primary, 0 extended, 3 free)
   e   extended (container for logical partitions)
Select (default p): p
Partition number (2-4, default 2): 2
First sector (526336-60549119, default 526336): 
Last sector, +/-sectors or +/-size{K,M,G,T,P} (526336-60549119, default 60549119): +4G
 
Created a new partition 2 of type 'Linux' and of size 4 GiB.

Depois de tudo feito, tecle t para configurar o tipo da partição, 2 para selecionar a partição recém criada e então digite "82" para configurar o tipo da partição para "Linux Swap".

Command (m for help):t
Partition number (1,2, default 2): 2
Hex code (type L to list all codes): 82

Changed type of partition 'Linux' to 'Linux swap / Solaris'.

Criando a partição de root

Finalmente, para criar a partição root, tecle n para criar uma nova partição. Então tecle 3 para criar a terceira partição primaria, /dev/sda3. Quando perguntado pelo primeiro setor, tecle Enter. Quando perguntado pelo último setor, tecle Enter para criar uma partição que ocupe o restante do espaço disponível do disco. Depois de completar esses passos, teclando p deve ser mostrada uma tabela de partições similar a esta:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 28.89 GiB, 31001149440 bytes, 60549120 sectors
Disk model: DataTraveler 2.0
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0xe04e67c4
 
Device     Boot   Start      End  Sectors  Size Id Type
/dev/sda1          2048   526335   524288  256M 83 Linux
/dev/sda2        526336  8914943  8388608    4G 82 Linux swap / Solaris
/dev/sda3       8914944 60549119 51634176 24.6G 83 Linux

Salvando o layout de partições

Para salvar o layout de partições e sair do fdisk, tecle w.

Command (m for help):w

Agora é a hora de colocar os sistemas de arquivos nas partições.



Criando sistemas de arquivos

Introdução

Agora que as partições foram corretamente criadas, é hora de criar um sistema de arquivos nelas. Na próxima seção os diversos sistemas de arquivos suportados pelo Linux são descritos. Leitores que já souberem qual sistema de arquivos irão usar podem continuar em Criando um sistema de arquivos em uma partição.

Sistemas de arquivos

Linux suporta dezenas de sistemas de arquivos. Alguns deles são só aconselháveis usar para fins específicos. Alguns são considerados mais estáveis na arquitetura x86 - é recomendado se informar sobre os sistemas de arquivos e o estado do suporte de cada um antes de selecionar algum mais experimental para partições importantes. Ext4 é o sistema de arquivo recomendado para todos os propósitos e para todas as plataformas. Abaixo está uma lista não exaustiva

btrfs
Um sistema de arquivos de próxima geração que provê vários recursos avançados como instantâneos (snapshots), autocorreção através de checksums, compressão transparente, subvolumes e RAID integrado. Kernels com versão anterior à 5.4.y não garantem segurança ao serem utilizados junto com btrfs em produção porque as correções de sérios problemas só estão presentes em versões mais recentes do branch LTS do kernel. Corrupção de sistema de arquivos são comuns em branches mais antigas do kernel, em qualquer outra versão anterior à 4.4.y é especialmente inseguro e propenso a corrupção. Corrupção de sistemas de arquivo são mais comuns em kernels mais antigos (anteriores à 5.4.y) quando a compressão de arquivos está habilitada. Funcionalidades como RAID 5/6 e quota groups são inseguros em todas as versões do btrfs. Além disso, o btrfs pode falhar contra intuitivamente nas operações de sistema de arquivos retornando ENOSPC quando o comando df reporta espaço livre devido a uma fragmentação interna (espaço livre fixado pelos chunks de DATA + SYSTEM, mas necessário em chunks de METADATA). Além disso, desde uma única referência de 4K até uma extensão de 128M dentro de um btrfs podem causar espaço livre indisponível para alocação. Isso também pode fazer com que o btrfs retorne ENOSPC quando o espaço livre é informado pelo comando df. Instalando o pacote sys-fs/btrfsmaintenance e configurando um script para executar periodicamente pode ajudar a reduzir a possibilidade do erro ENOSPC por rebalancear o btrfs, mas isso não elimina o risco de ENOSPC acontecer quando há espaço livre. Algumas workloads talvez nunca irão se deparar com o erro ENOSPC enquanto outras talvez irão. Se o risco de ENOSPC acontecer em produção for inaceitável, você deve usar algo diferente. Se estiver usando btrfs, certifique-se de evitar configurações conhecidas por terem problemas. Com exceção do ENOSPC, informações sobre os problemas presentes no btrfs nas branches mais recentes do kernel estão disponíveis em btrfs wiki status page.
ext4
Inicialmente criado como uma derivação do ext3, o ext4 traz novos recursos, melhorias de desempenho e remoção de limites de tamanhos com mudanças moderadas no formato em disco. Ele pode cobrir volumes de até 1 EB com limite de tamanho de arquivo de 16TB. Em vez da alocação em bloco de mapa de bits clássico do ext2/3 o ext4 usa extensões, o que melhora o desempenho com arquivos grandes e reduz a fragmentação. O ext4 também provê algoritmos de alocação de blocos mais sofisticados (alocação atrasada e alocação múltipla de blocos), dando ao driver do sistema de arquivos mais formas de otimizar o layout dos dados no disco. O ext4 é o sistema de arquivos recomendado para propósitos gerais e plataformas em geral.
f2fs
O Sistema de Arquivos "Amigável a Flash" (Flash-Friendly File System) foi originalmente criado pela Samsung para uso com memória flash NAND. Ainda hoje (segundo trimestre de 2016), esse sistema de arquivos é considerado imaturo, mas é uma escolha decente quando o Gentoo estiver sendo instalado em cartões microSD, pendrives ou outro tipo de dispositivos baseados em flash.
JFS
Sistema de arquivos com journaling de alto desempenho da IBM. O JFS é um sistema de arquivos baseado em árvore B+ confiável e rápido, com bom desempenho em várias situações.
XFS
Um sistema de arquivos com metadados de journaling que vem com um robusto conjunto de recursos e é otimizado para escalabilidade. O XFS parece ser menos tolerante a vários problemas de hardware, mas foi continuamente atualizado incluindo funcionalidades modernas.
VFAT
Também conhecido como FAT32, é suportado pelo Linux, mas não tem suporte para configurações de permissões padrão UNIX. É mais utilizado para interoperabilidade/intercâmbio com outros sistemas operacionais (como Windows ou macOS) mas é também uma necessidade para alguns sistemas de firmware (como o UEFI). Usuários de sistemas UEFI vão precisar de uma EFI System Partition formatada em VFAT para inicializar o sistema.
NTFS
Este sistema de arquivos com "Nova Tecnologia" ("New Technology Filesystem") é o principal sistema de arquivos do Microsoft Windows desde o Windows NT 3.1. Assim como o vfat, ele não armazena permissões ou atributos estendidos necessários para correto funcionamento de um BSD ou Linux, por isso não deve ser usado como sistema de arquivos na maioria dos casos. Deve ser usado apenas para interoperabilidade/intercâmbio com sistemas Microsoft Windows (note a ênfase no apenas).

Criando um sistema de arquivos em uma partição

Para criar um sistema de arquivos em uma partição ou volume, há utilitários disponíveis para o usuário para cada possível sistema de arquivos. Clique no nome do sistema de arquivo na tabela abaixo para informações adicionais para cada sistema de arquivo:

Sistema de arquivo Comando para criação Disponível no CD mínimo? Pacote
btrfs mkfs.btrfs Sim sys-fs/btrfs-progs
ext4 mkfs.ext4 Sim sys-fs/e2fsprogs
f2fs mkfs.f2fs Sim sys-fs/f2fs-tools
jfs mkfs.jfs Sim sys-fs/jfsutils
reiserfs mkfs.reiserfs Sim sys-fs/reiserfsprogs
xfs mkfs.xfs Sim sys-fs/xfsprogs
vfat mkfs.vfat Sim sys-fs/dosfstools
NTFS mkfs.ntfs Sim sys-fs/ntfs3g

Por exemplo, para ter a partição de sistema EFI (/dev/sda2) em FAT32 e a partição root (/dev/sda4) em ext4 como usado no exemplo de estrutura de partições, o seguintes comandos seriam usados:

root #mkfs.vfat -F 32 /dev/sda2
root #mkfs.ext4 /dev/sda4

Se usar o ext4 em uma partição pequena (menor que 8GB), então o sistema de arquivos deve ser criado com opções adequadas para reservar inodes suficientes. Isso pode ser resolvido usando um dos comandos a seguir, respectivamente:

root #mkfs.ext4 -T small /dev/<dispositivo>

Isso normalmente irá quadruplicar o número de inodes de um dado sistema de arquivos já que o número de "bytes por inode" é reduzido de um para cada 16kB para um para cada 4kB.

Agora crie os sistemas de arquivos nas partições recém criadas (ou volumes lógicos):

Ativando a partição de swap

mkswap é o comando que é utilizado para inicializar as partições de swap:

root #mkswap /dev/sda3

Para ativar a partição de swap, use swapon:

root #swapon /dev/sda3

Crie e ative o swap com os comandos mostrados acima.

Montando a partição root

Tip
Usuários que estiverem usando uma media de instalação não-Gentoo vão precisar criar os pontos de montagem com o comando:
root #mkdir --parents /mnt/gentoo

Agora que as partições foram inicializadas e contém um sistema de arquivos, é hora de montar essas partições. Use o comando mount, mas não se esqueça de criar os diretórios de montagem necessários para cada partição criada. Como exemplo montaremos as partições root e boot:

root #mount /dev/sda4 /mnt/gentoo
Nota
Se o /tmp/ precisar ficar em uma partição separada, certifique-se de alterar suas permissões depois de montar:
root #chmod 1777 /mnt/gentoo/tmp
Isso também vale para o /var/tmp.

Mais tarde nestas instruções o sistema de arquivos proc (uma interface virtual com o kernel) e também outros pseudo sistemas de arquivos serão montados. Mas antes nós instalamos os arquivos de instalação do Gentoo.