Manual:MIPS/Instalação/Discos

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MIPS Manual
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Dispositivos de bloco

Vamos dar uma boa olhada nos aspectos relacionados a discos do Gentoo Linux e do Linux em geral, incluindo dispositivos de bloco, partições e sistemas de arquivos Linux. Uma vez que os meandros dos discos forem compreendidos, serão configurados as partições e sistemas de arquivos para a instalação do Gentoo Linux.

Para começar, vamos dar uma olhada nos dispositivos de bloco. As unidades SCSI e Serial ATA são rotuladas pelo sistema como: /dev/sda, /dev/sdb, /dev/sdc, etc. Em maquinas modernas, os discos rígidos NVMe baseados em PCI Express são identificados como /dev/nvme0n1, /dev/nvme0n2, etc.

A tabela abaixo ajudará os leitores a determinar onde encontrar um certo tipo de dispositivo de bloco no sistema:

Tipos de dispositivo Identificador de dispositivo padrão Notas do editor e considerações
SATA, SAS, SCSI, ou USB flash /dev/sda Encontrados em hardware por volta de 2007 até os dias atuais, esses dispositivos são geralmente identificados no Linux dessa forma. Esses tipos de dispositivos podem ser conectados pelas entradas SATA, SCSI, USB como armazenamento em bloco. Por exemplo, a primeira partição do primeiro dispositivo SATA device é chamada de /dev/sda1.
NVM Express (NVMe) /dev/nvme0n1 A mais recente tecnologia de disco rigido, NVMe drives são conectados via PCI Express bus e possuem a velocidade de transferência de blocos mais rápida do mercado. Sistemas por volta de 2014 e recentes possuem suporte para NVMe no hardware. A primeira partição no primeiro dispositivo NVMe é chamada de /dev/nvme0n1p1.
MMC, eMMC, e SD /dev/mmcblk0 Dispositivos embutidos MMC, cartões SD, e outros tipos de cartões de memória podem ser uteis para armazenar dados. Dito isso, muitos sistemas talvez não permitam iniciar a partir desses tipos de dispositivo. É sugerido que não se use esses dispositivos para iniciar uma instalação do Linux; em vez disso, considere usá-los com o objetivo de transferir arquivos, no qual eles foram projetados. Alternativamente, eles podem ser úteis para backups de curto prazo.

Os dispositivos de bloco acima representam uma interface abstrata para o disco. Programas de usuários podem usar esses dispositivos de bloco para interagir com o disco sem se preocupar se são SATA, SCSI, ou de outro tipo. O programa pode simplesmente endereçar o armazenamento do disco como um grupo de blocos de 4096-bytes (4K) contínuos e acessíveis aleatoriamente.


Partições

Apesar de ser teoricamente possível usar um disco inteiro para alojar um sistema Linux, isso quase nunca é feito na prática. Em vez disso, dispositivos de blocos inteiros são divididos em dispositivos de blocos menores e mais gerenciáveis chamados partições.

Criando um esquema de particionamento

Quantas partições e de que tamanho?

O design do layout de partições é altamente dependente das demandas do sistema e do(s) sistema(s) de arquivos aplicados ao dispositivo. Caso exista muitos usuários, é aconselhável ter o /home/ em uma partição separada pois isso traz segurança e torna o backup e outros tipos de manutenção mais fáceis. Se o Gentoo estiver sendo instalado para ser um pequeno servidor de email, então o diretório /var/ deve ficar separado em uma outra partição pois todos os emails armazenados ficam no /var/. Servidores de jogos podem ter o /opt/ separado em uma outra partição, já que a maioria dos softwares do servidor são instalados lá. A razão dessas recomendações são similares à do diretório /home/: segurança, backups e manutenções.

In most situations on Gentoo, /usr and /var should be kept relatively large in size. /usr hosts the majority of applications available on the system and the Linux kernel sources (under /usr/src). By default, /var hosts the Gentoo ebuild repository (located at /var/db/repos/gentoo) which, depending on the file system, generally consumes around 650 MiB of disk space. This space estimate excludes the /var/cache/distfiles and /var/cache/binpkgs directories, which will gradually fill with source files and (optionally) binary packages respectively as they are added to the system.

A quantidade de partições e os seus tamanhos dependem muito de vários fatores que devem ser considerados para escolher a melhor opção para a circunstância. Separar as partições em volumes têm a seguinte vantagens:

  • Escolha o sistema de arquivos de maior desempenho para cada partição ou volume.
  • O sistema todo não ficará sem espaço se uma aplicação problemática encher todo o espaço de uma partição ou volume.
  • Se necessário, a checagem do sistema de arquivos fica com o tempo reduzido, pois várias checagens podem ser feitas em paralelo (embora essa vantagem é mais percebida com múltiplos discos do que com múltiplas partições).
  • A segurança pode ser aumentada montando algumas partições ou volumes como somente leitura, nosuid (bits setuid são ignorados), noexec (bits de execução são ignorados), etc.


Contudo, múltiplas partições têm algumas desvantagens:

Há também o limite de 15 partições para SCSI e SATA, a menos que sejam utilizadas etiquetas GPT.

Nota
Installations that intend to use systemd as the service and init system must have the /usr directory available at boot, either as part of the root filesystem or mounted via an initramfs.

E o espaço de swap?

Não existe um valor perfeito para o espaço de swap. O propósito da partição de swap é prover armazenamento em disco ao kernel quando a memória interna (RAM) estiver acabando. Um espaço de swap permite ao kernel mover páginas de memória que provavelmente não serão necessárias tão logo para o disco (swap ou page-out), liberando memória na RAM para a tarefa atual. É claro que, se de repente essas páginas forem necessárias, elas serão trazidas de volta para a memória (page-in) o que irá demorar bem mais do que se fossem lidas direto na memória RAM (pois discos são muito lentos comparados com a memória interna).

Se o sistema não for executar aplicações que necessitem de muita memória ou se o sistema tiver uma grande quantidade de memória disponível, então provavelmente ele não vai precisar de muito espaço de swap. Porém, o espaço de swap é também usado para armazenar a memória inteira no caso de hibernação. Se o sistema for precisar de hibernação, então um espaço de swap maior será necessário, pelo menos do tamanho da memória RAM instalada no sistema.


Usando o fdisk

Máquinas SGI: Criando rótulo de disco SGI

Todos os discos em um sistema SGI requerem um rótulo de disco ("disk label") onde são armazenadas informações sobre as partições de disco. Ao se criar um novo rótulo de disco SGI serão criadas duas partições especiais no disco:

  • Cabeçalho de volume SGI (9ª partição): Esta partição é importante. É nela que o gerenciador de boot ficará gravado e, em alguns casos, irá conter também a imagem dos kernels.
  • Volume SGI (11ª partição): Esta partição é similar em propósito a terceira partição do rótulo de disco Sun "disco inteiro". Esta partição cobre o disco todo e deve ser mantida intocada. Ela não serve a nenhum propósito especial que não seja ajudar a PROM de alguma forma não documentada (ou ela é usada pelo IRIX de alguma maneira).
Aviso
O cabeçalho de volume SGI deve iniciar no cilindro 0 ou o sistema não será capaz de inicializar pelo disco.

Abaixo é mostrada um trecho de uma sessão com o fdisk. Leia-a e ajuste-a às suas necessidades pessoais...

root #fdisk /dev/sda

Alterne para o modo expert:

Command (m for help):x

Usando a tecla m o menu completo de opções é mostrado:

Expert command (m for help):m
Command action
   b   move beginning of data in a partition
   c   change number of cylinders
   d   print the raw data in the partition table
   e   list extended partitions
   f   fix partition order
   g   create an IRIX (SGI) partition table
   h   change number of heads
   m   print this menu
   p   print the partition table
   q   quit without saving changes
   r   return to main menu
   s   change number of sectors/track
   v   verify the partition table
   w   write table to disk and exit

Crie um rótulo de disco SGI:

Expert command (m for help):g
Building a new SGI disklabel. Changes will remain in memory only,
until you decide to write them. After that, of course, the previous
content will be irrecoverably lost.

Retorne ao menu principal:

Expert command (m for help):r

Dê uma olhada no layout de partições atual:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda (SGI disk label): 64 heads, 32 sectors, 17482 cylinders
Units = cylinders of 2048 * 512 bytes
  
----- partitions -----
Pt#     Device  Info     Start       End   Sectors  Id  System
 9:  /dev/sda1               0         4     10240   0  SGI volhdr
11:  /dev/sda2               0     17481  35803136   6  SGI volume
----- Bootinfo -----
Bootfile: /unix
----- Directory Entries -----
Nota
Se o disco já possui um rótulo de disco SGI o fdisk não permitirá a criação de um novo rótulo. Há duas maneiras de se contornar isso. Uma é criar um rótulo de disco SUN ou MS-DOS, gravar as alterações no disco, e reiniciar o fdisk. A segunda é sobrescrever a tabela de partições com dados nulos com o seguinte comando: dd if=/dev/zero of=/dev/sda bs=512 count=1

Redimensionando o cabeçalho de volume SGI

Importante
Este passo é geralmente necessário devido a um bug no fdisk. Por alguma razão, o cabeçalho do volume não é criado corretamente, resultando que ele inicia e termina no cilindro 0, o que impede que sejam criadas múltiplas partições. Para contornar esse problema, continue lendo.

Agora que o rótulo de disco SGI foi criado, as partições podem ser definidas. No exemplo acima duas partições já foram definidas. Essas são as partições especiais mencionadas anteriormente e não devem ser alteradas. Entretanto, para a instalação do Gentoo, precisaremos carregar um gerenciador de boot e, possivelmente, múltiplas imagens do kernel (dependendo do tipo do sistema) diretamente no cabeçalho de volume. O cabeçalho de volume em si pode armazenar até oito imagens de qualquer tamanho, cada uma podendo ter um nome de até oito caracteres.

O processo de aumentar o cabeçalho de volume não é exatamente simples; há alguns truques para fazê-lo. Não se pode simplesmente apagar e recriar o cabeçalho de volume devido ao comportamento estranho do fdisk. No exemplo mostrado abaixo, criaremos um cabeçalho de volume de 50MB em conjunto com uma partição /boot/ de 50MB. O layout real pode variar, pois este apenas para propósitos ilustrativos.

Crie uma nova partição:

Command (m for help):n
Partition number (1-16): 1
First cylinder (5-8682, default 5): 51
 Last cylinder (51-8682, default 8682): 101

Notou como o fdisk só permite a partição 1 ser recriada iniciando pelo menos no cilindro 5? Se tentássemos apagar e recriar o volume de cabeçalho SGI desse modo, teríamos o mesmo problema já encontrado. No nosso exemplo queremos que a partição /boot/ seja de 50MB, então a iniciamos no cilindro 51 (o cabeçalho de volume precisa iniciar no cilindro 0, lembra-se?) e a fazemos terminar no cilindro 101 o que dá aproximadamente 50M (+/- 1-5MB).

Apague a partição:

Command (m for help):d
Partition number (1-16): 9

Agora recrie-a:

Command (m for help):n
Partition number (1-16): 9
First cylinder (0-50, default 0): 0
 Last cylinder (0-50, default 50): 50

Em caso de dúvidas no uso do fdisk, veja adiante nas instruções de particionamento em máquinas Cobalt. Os conceitos são exatamente os mesmos, apenas lembre-se de não alterar as partições de cabeçalho de volume e a do disco inteiro.

Uma vez feito isso, crie o restante de suas partições conforme necessário. Depois de todas as partições criadas, certifique-se de alterar o ID da partição de swap para 82, que é Linux Swap. Por default ela é 83, Linux Native.

Particionando drives Cobalt

Em máquinas Cobalt a BOOTROM espera encontrar um MBR MS-DOS, então particionar o drive é relativamente simples. Na verdade, isso é feito da mesma forma que para uma máquina x86. Entretanto, existem algumas diferenças que precisamos conhecer.

  • O firmware da Cobalt espera que /dev/sda1 seja uma partição Linux formatada com EXT2 Revisão 0. Partições com EXT2 Revisão 1 não funcionarão! (A BOOTROM Cobalt entende apenas o EXT2r0)
  • Essa partição deve conter uma imagem ELF compactada com gzip (vmlinux.gz) na raiz da partição, que é carregada como kernel

Por essa razão, é recomendado criar uma partição /boot/ de ~20MB formatada com EXT2r0 na qual serão instalados o CoLo e os kernels. Isso permite ao usuário usar um sistema de arquivos moderno (EXT3 ou reiserfs) no sistema de arquivos raiz.

No exemplo, assume-se que /dev/sda1 é criado para mais tarde ser montada como a partição /boot/. Para usar como raiz (/), tenha em mente as expectativas da PROM.

Então, continuando... Para criar as partições digite fdisk /dev/sda no prompt. Os principais comandos para se saber são estes:

CODE Lista dos comandos importantes do fdisk
'"`UNIQ--pre-00000007-QINU`"'
root #fdisk /dev/sda
The number of cylinders for this disk is set to 19870.
There is nothing wrong with that, but this is larger than 1024,
and could in certain setups cause problems with:
1 - software that runs at boot time (e.g., old versions of LILO)
2 - booting and partitioning software from other OSs
   (e.g., DOS FDISK, OS/2 FDISK)

Comece apagando as partições existentes:

Command (m for help):o
Building a new DOS disklabel. Changes will remain in memory only,
until you decide to write them. After that, of course, the previous
content won't be recoverable.
  
  
The number of cylinders for this disk is set to 19870.
There is nothing wrong with that, but this is larger than 1024,
and could in certain setups cause problems with:
1 - software that runs at boot time (e.g., old versions of LILO)
2 - booting and partitioning software from other OSs
   (e.g., DOS FDISK, OS/2 FDISK)
Warning: invalid flag 0x0000 of partition table 4 will be corrected by w(rite)

Agora verifique se a tabela de partições está vazia usando o comando p:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 10.2 GB, 10254827520 bytes
16 heads, 63 sectors/track, 19870 cylinders
Units = cylinders of 1008 * 512 = 516096 bytes
  
   Device Boot      Start         End      Blocks   Id  System

Crie a partição /boot:

Command (m for help):n
Command action
   e   extended
   p   primary partition (1-4)
p
Partition number (1-4): 1
First cylinder (1-19870, default 1):
Last cylinder or +size or +sizeM or +sizeK (1-19870, default 19870): +20M

Ao mostrar as partições, note a partição recém-criada:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 10.2 GB, 10254827520 bytes
16 heads, 63 sectors/track, 19870 cylinders
Units = cylinders of 1008 * 512 = 516096 bytes
  
   Device Boot      Start         End      Blocks   Id  System
/dev/sda1               1          40       20128+  83  Linux

Agora criamos uma partição estendida cobrindo o restante do disco. Nessa partição estendida criaremos o resto (partições lógicas):

Command (m for help):n
Command action
   e   extended
   p   primary partition (1-4)
e
Partition number (1-4): 2
First cylinder (41-19870, default 41):
Using default value 41
Last cylinder or +size or +sizeM or +sizeK (41-19870, default 19870):
Using default value 19870

Criamos agora as partições /, /usr, /var etc.

Command (m for help):n
Command action
   l   logical (5 or over)
   p   primary partition (1-4)
l
First cylinder (41-19870, default 41):<Press ENTER>
Using default value 41
Last cylinder or +size or +sizeM or +sizeK (41-19870, default 19870): +500M

Repita o processo conforme necessário.

Por fim, o espaço de swap. É recomendado ter pelo menos 250MB de swap.

Command (m for help):n
Command action
   l   logical (5 or over)
   p   primary partition (1-4)
l
First cylinder (17294-19870, default 17294): <Press ENTER>
Using default value 17294
Last cylinder or +size or +sizeM or +sizeK (1011-19870, default 19870): <Press ENTER>
Using default value 19870

Ao se checar a tabela de partições tudo deve estar pronto, exceto por uma coisa.

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 10.2 GB, 10254827520 bytes
16 heads, 63 sectors/track, 19870 cylinders
Units = cylinders of 1008 * 512 = 516096 bytes
  
Device Boot      Start         End      Blocks      ID  System
/dev/sda1               1          21       10552+  83  Linux
/dev/sda2              22       19870    10003896    5  Extended
/dev/sda5              22        1037      512032+  83  Linux
/dev/sda6            1038        5101     2048224+  83  Linux
/dev/sda7            5102        9165     2048224+  83  Linux
/dev/sda8            9166       13229     2048224+  83  Linux
/dev/sda9           13230       17293     2048224+  83  Linux
/dev/sda10          17294       19870     1298776+  83  Linux

Notou que a partição 10, a partição de swap, ainda é do tipo 83? Troquemos para o tipo correto:

Command (m for help):t
Partition number (1-10): 10
Hex code (type L to list codes): 82
Changed system type of partition 10 to 82 (Linux swap)

Agora cheque:

Command (m for help):p
Disk /dev/sda: 10.2 GB, 10254827520 bytes
16 heads, 63 sectors/track, 19870 cylinders
Units = cylinders of 1008 * 512 = 516096 bytes
  
Device Boot      Start         End      Blocks      ID  System
/dev/sda1               1          21       10552+  83  Linux
/dev/sda2              22       19870    10003896    5  Extended
/dev/sda5              22        1037      512032+  83  Linux
/dev/sda6            1038        5101     2048224+  83  Linux
/dev/sda7            5102        9165     2048224+  83  Linux
/dev/sda8            9166       13229     2048224+  83  Linux
/dev/sda9           13230       17293     2048224+  83  Linux
/dev/sda10          17294       19870     1298776+  82  Linux Swap

Gravamos a tabela de partições:

Command (m for help):w
The partition table has been altered!
  
Calling ioctl() to re-read partition table.
Syncing disks.


Criando sistemas de arquivos

Aviso
When using SSD or NVMe drive, it is wise to check for firmware upgrades. Some Intel SSDs in particular (600p and 6000p) require a firmware upgrade for possible data corruption induced by XFS I/O usage patterns. The problem is at the firmware level and not any fault of the XFS filesystem. The smartctl utility can help check the device model and firmware version.

Introdução

Agora que as partições foram corretamente criadas, é hora de criar um sistema de arquivos nelas. Na próxima seção os diversos sistemas de arquivos suportados pelo Linux são descritos. Leitores que já souberem qual sistema de arquivos irão usar podem continuar em Criando um sistema de arquivos em uma partição.

Sistemas de arquivos

Linux suporta dezenas de sistemas de arquivos. Alguns deles são só aconselháveis usar para fins específicos. Alguns são considerados mais estáveis na arquitetura mips - é recomendado se informar sobre os sistemas de arquivos e o estado do suporte de cada um antes de selecionar algum mais experimental para partições importantes. Ext4 é o sistema de arquivo recomendado para todos os propósitos e para todas as plataformas. Abaixo está uma lista não exaustiva

btrfs
Um sistema de arquivos de próxima geração que provê vários recursos avançados como instantâneos (snapshots), autocorreção através de checksums, compressão transparente, subvolumes e RAID integrado. Kernels com versão anterior à 5.4.y não garantem segurança ao serem utilizados junto com btrfs em produção porque as correções de sérios problemas só estão presentes em versões mais recentes do branch LTS do kernel. Corrupção de sistema de arquivos são comuns em branches mais antigas do kernel, em qualquer outra versão anterior à 4.4.y é especialmente inseguro e propenso a corrupção. Corrupção de sistemas de arquivo são mais comuns em kernels mais antigos (anteriores à 5.4.y) quando a compressão de arquivos está habilitada. Funcionalidades como RAID 5/6 e quota groups são inseguros em todas as versões do btrfs. Além disso, o btrfs pode falhar contra intuitivamente nas operações de sistema de arquivos retornando ENOSPC quando o comando df reporta espaço livre devido a uma fragmentação interna (espaço livre fixado pelos chunks de DATA + SYSTEM, mas necessário em chunks de METADATA). Além disso, desde uma única referência de 4K até uma extensão de 128M dentro de um btrfs podem causar espaço livre indisponível para alocação. Isso também pode fazer com que o btrfs retorne ENOSPC quando o espaço livre é informado pelo comando df. Instalando o pacote sys-fs/btrfsmaintenance e configurando um script para executar periodicamente pode ajudar a reduzir a possibilidade do erro ENOSPC por rebalancear o btrfs, mas isso não elimina o risco de ENOSPC acontecer quando há espaço livre. Algumas workloads talvez nunca irão se deparar com o erro ENOSPC enquanto outras talvez irão. Se o risco de ENOSPC acontecer em produção for inaceitável, você deve usar algo diferente. Se estiver usando btrfs, certifique-se de evitar configurações conhecidas por terem problemas. Com exceção do ENOSPC, informações sobre os problemas presentes no btrfs nas branches mais recentes do kernel estão disponíveis em btrfs wiki status page.
ext4
Inicialmente criado como uma derivação do ext3, o ext4 traz novos recursos, melhorias de desempenho e remoção de limites de tamanhos com mudanças moderadas no formato em disco. Ele pode cobrir volumes de até 1 EB com limite de tamanho de arquivo de 16TB. Em vez da alocação em bloco de mapa de bits clássico do ext2/3 o ext4 usa extensões, o que melhora o desempenho com arquivos grandes e reduz a fragmentação. O ext4 também provê algoritmos de alocação de blocos mais sofisticados (alocação atrasada e alocação múltipla de blocos), dando ao driver do sistema de arquivos mais formas de otimizar o layout dos dados no disco. O ext4 é o sistema de arquivos recomendado para propósitos gerais e plataformas em geral.
f2fs
O Sistema de Arquivos "Amigável a Flash" (Flash-Friendly File System) foi originalmente criado pela Samsung para uso com memória flash NAND. Ainda hoje (segundo trimestre de 2016), esse sistema de arquivos é considerado imaturo, mas é uma escolha decente quando o Gentoo estiver sendo instalado em cartões microSD, pendrives ou outro tipo de dispositivos baseados em flash.
JFS
Sistema de arquivos com journaling de alto desempenho da IBM. O JFS é um sistema de arquivos baseado em árvore B+ confiável e rápido, com bom desempenho em várias situações.
XFS
Um sistema de arquivos com metadados de journaling que vem com um robusto conjunto de recursos e é otimizado para escalabilidade. O XFS parece ser menos tolerante a vários problemas de hardware, mas foi continuamente atualizado incluindo funcionalidades modernas.
VFAT
Também conhecido como FAT32, é suportado pelo Linux, mas não tem suporte para configurações de permissões padrão UNIX. É mais utilizado para interoperabilidade/intercâmbio com outros sistemas operacionais (como Windows ou macOS) mas é também uma necessidade para alguns sistemas de firmware (como o UEFI). Usuários de sistemas UEFI vão precisar de uma EFI System Partition formatada em VFAT para inicializar o sistema.
NTFS
Este sistema de arquivos com "Nova Tecnologia" ("New Technology Filesystem") é o principal sistema de arquivos do Microsoft Windows desde o Windows NT 3.1. Assim como o vfat, ele não armazena permissões ou atributos estendidos necessários para correto funcionamento de um BSD ou Linux, por isso não deve ser usado como sistema de arquivos na maioria dos casos. Deve ser usado apenas para interoperabilidade/intercâmbio com sistemas Microsoft Windows (note a ênfase no apenas).

More extensive information on filesystems can be found in the community maintained Filesystem article.

Criando um sistema de arquivos em uma partição

Nota
Please make sure to emerge the relevant user space utilities package for the chosen filesystem before rebooting. There will be a reminder to do so near the end of the installation process.

Para criar um sistema de arquivos em uma partição ou volume, há utilitários disponíveis para o usuário para cada possível sistema de arquivos. Clique no nome do sistema de arquivo na tabela abaixo para informações adicionais para cada sistema de arquivo:

Sistema de arquivo Comando para criação Disponível no CD mínimo? Pacote
btrfs mkfs.btrfs Sim sys-fs/btrfs-progs
ext4 mkfs.ext4 Sim sys-fs/e2fsprogs
f2fs mkfs.f2fs Sim sys-fs/f2fs-tools
jfs mkfs.jfs Sim sys-fs/jfsutils
reiserfs mkfs.reiserfs Sim sys-fs/reiserfsprogs
xfs mkfs.xfs Sim sys-fs/xfsprogs
vfat mkfs.vfat Sim sys-fs/dosfstools
NTFS mkfs.ntfs Sim sys-fs/ntfs3g
Importante
The handbook recommends new partitions as part of the installation process, but it is important to note running any mkfs command will erase any data contained within the partition. When necessary, ensure any data that exists within is appropriately backed up before creating a few filesystem.

Por exemplo, para ter a partição de sistema EFI (/dev/sda1) em FAT32 e a partição root (/dev/sda5) em ext4 como usado no exemplo de estrutura de partições, o seguintes comandos seriam usados:

root #mkfs.ext4 /dev/sda5

EFI system partition filesystem

The EFI system partition (/dev/sda1) must be formatted as FAT32:

root #mkfs.vfat -F 32 /dev/sda1

Legacy BIOS boot partition filesystem

Systems booting via legacy BIOS with a MBR/DOS disklabel can use any filesystem format supported by the bootloader.

For example, to format with XFS:

root #mkfs.xfs /dev/sda1

Small ext4 partitions

Se usar o ext4 em uma partição pequena (menor que 8GB), então o sistema de arquivos deve ser criado com opções adequadas para reservar inodes suficientes. Isso pode ser resolvido usando um dos comandos a seguir, respectivamente:

root #mkfs.ext4 -T small /dev/<dispositivo>

Isso normalmente irá quadruplicar o número de inodes de um dado sistema de arquivos já que o número de "bytes por inode" é reduzido de um para cada 16kB para um para cada 4kB.

Ativando a partição de swap

mkswap é o comando que é utilizado para inicializar as partições de swap:

root #mkswap /dev/sda10

Para ativar a partição de swap, use swapon:

root #swapon /dev/sda10

This 'activation' step is only necessary because the swap partition is newly created within the live environment. Once the system has been rebooted, as long as the swap partition is properly defined within fstab or other mount mechanism, swap space will activate automatically.

Montando a partição root

Nota
Installations which were previously started, but did not finish the installation process can resume the installation from this point in the handbook. Use this link as the permalink: Resumed installations start here.
Dica
Usuários que estiverem usando uma media de instalação não-Gentoo vão precisar criar os pontos de montagem com o comando:
root #mkdir --parents /mnt/gentoo
root #mkdir --parents

For EFI installs only, the ESP should be mounted under the root partition location:

root #mkdir --parents

Continue creating additional mount points necessary for any additional (custom) partition(s) created during previous steps by using the mkdir command.

Agora que as partições foram inicializadas e contém um sistema de arquivos, é hora de montar essas partições. Use o comando mount, mas não se esqueça de criar os diretórios de montagem necessários para cada partição criada. Como exemplo montaremos as partições root e boot:

Mount the root partition:

root #mount /dev/sda5 /mnt/gentoo

Continue mounting additional (custom) partitions as necessary using the mount command.

Nota
Se o /tmp/ precisar ficar em uma partição separada, certifique-se de alterar suas permissões depois de montar:
root #chmod 1777 /mnt/gentoo/tmp
Isso também vale para o /var/tmp.

Mais tarde nestas instruções o sistema de arquivos proc (uma interface virtual com o kernel) e também outros pseudo sistemas de arquivos serão montados. Mas antes nós instalamos os arquivos de instalação do Gentoo.